domingo, 18 de setembro de 2016

Uber - será que vale mesmo a pena?

Há algum tempo publiquei nesse espaço, cedido pela Google, algumas considerações sobre o serviço dedicado principalmente a transportar gente da classe média e média alta nas grandes cidades. Questão que seria até menos importante, pois não serve ao povão, à maioria dos brasileiros.

Confesso que nunca o utilizei, até porque evito instalar aplicativos não livres em meu smartphone.

E, se fosse instalar algo do tipo, optaria talvez pelo 99Taxis.

Na época em que comecei a cismar com o que muita gente achava maravilhoso, havia duas questões que mais me instigavam:

1 - por que brasileiros para usar serviço de relativa simplicidade no Brasil precisariam destinar 25% a uma corporação multinacional, mantida pela Goldman Sachs e pela Google?

2 - os trabalhadores brasileiros não seriam afetados?

(Isso tudo sem contar o ponto de vista sempre interessante do Bom Doutor, Stallman Reasons not to use Uber )


Agora, dia após dia, tem sido publicadas notícias nada animadoras tanto para quem faz do Uber seu ganha pão como para quem é mero usuário do serviço.

Como ganha pão, realmente não parece viável, como pode ser verificado em uma notícia de hoje, da Folha de São Paulo: Motoristas "exaustos" do Uber assustam passageiros em São Paulo

Do ponto de vista do consumidor, embora muitos digam que o serviço é "maravilhoso", temos um quadro nada positivo no Reclame Aqui. Como pode ser observado, a empresa figura com mesmo patamar de reclamações de empresas de telefonia e grandes varejistas, apesar de ser utilizado por uma pequena fatiazinhada da população, ao contrário dos dois outros segmentos.



E, como se não bastasse, temos um outro artigo (Uber investors aren’t paying for innovation anymore) dizendo que, ao contrário do que muitos pensam, a empresa tem operado no vermelho, embora os investidores tenham esperança de que o resultado possa mudar mais adiante, a medida que o market share aumentar. Ou seja, para e empresa o ideal seria um monopólio.
Mas isso combina com o que querem consumidores e trabalhadores?
Por ora, penso que não.

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