terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Será que os indianos estáo errados?

Estamos aqui mais uma vez abordando um tema que, certamente, não interessa à parte mais sofrida da população. Isso se levarmos em conta que vivemos em um estado com aproximadamente 1 milhão de analfabetos e ainda com parte significativa da população padecendo do analfabetismo funcional.

De todo modo, como parece que "todos usam as tais redes sociais", produtos e serviços das grandes empresas de tecnologia, responsáveis por negócios bilionários, o tema desperta algum interesse - internet livre!

E sobre ele ontem recebemos uma notícia interessante.
Na índia, o tráfego gratuito de internet (seletivo / para determinados aplicativos) foi proibido:


Aqui no Brasil, apesar do Marco Civil da Internet, várias operadoras oferecem pacotes ilimitados para o uso desses aplicativos. Graças aos buracos supostamente existentes na legislação.

Até nos EUA a prática é vista como ameaça à neutralidade da rede:


A questão é simples: se ofereço algo que "facilita ainda mais" os negócios para os gigantes, torno praticamente inviável o trabalho dos pequenos, dos novos, dos locais... Ou seja, mantenho todo o sistema viciado, preservando o intere$$e de algun$. 

No entanto, por aqui, as chamadas autoridades parecem estar até alheios à discussão ou tratam do caso a passos lentos, sem profundidade.

Vejam que o Ministro ainda está "lançando consulta"...


A chance de manutenção da neutralidade da rede é bem pequena. 
(Estamos a um passo da "flexibilização" do Marco Civil da Internet!)

Temos até instituição particular que se proclama defensora dos direitos do consumidor, mas lança campanha a favor de aplicativo de grande corporação. 

E as instituições públicas de defesa do consumidor também ainda não publicaram sua posição nem estimularam o debate sobre o tema. Silêncio que no caso é mais do que um pecado.

Notar que há outras questões ligadas aos gigantes que deveriam merecer atenção das autoridades.  Não raramente escolhem o que deve ser mostrado ou a cada usuário, de acordo com conveniências de mercado ou ideológicas. Contribuem, assim, com a censura de temas e ideias, avocando para si o direito de publicar ou não determinados conteúdos, sob a "justificativa" nada plausível de que estariam operando em espaço privado.




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