sábado, 30 de janeiro de 2016

Abordagem sobre Uber (adaptável a outros temas)

Como se sabe, o Brasil tem instituições consolidadas.

A mídia livre e independente é uma delas - fiscaliza os outros poderes.

Nossa TV pública é forte, a ideia e a implantação da TV DIGITAL foram muito bem sucedidas, pois conseguiram fazer surgir e tem mantido múltiplos canais de informação qualificada, formação e entretenimento.

Temos aqui também o uso da internet bem desenvolvido, com inúmeras fontes de conteúdo, com temas variadíssimos e bem aprofundados...

Como a grande maioria das pessoas tem carro particular e a questão do sistema de transporte público está bem perto de ser equacionada, um dos temas preferidos de nossas grandes empresas de comunicação tem sido discutir serviços como o Uber, realmente em consonância com o interesse do povão. E, como também se sabe, nossa gente tem necessidades materiais bem atendidas, de modo que o papel exercido pelos formadores de opinião é realmente tornar ainda melhor o nível intelectual do povo, com formação e informação, além de sempre fomentar valores como o espírito de solidariedade, para não dizer altruísmo, espiritualidade e caráter..

Dentro desse contexto, nossas empresas de comunicação, como se sabe, sempre abordam os temas com o distanciamento esperado de seus bons jornalistas livres e independentes, tudo sempre alinhado com o interesse da grande maioria do povo trabalhador de nossas comunidades. 


Aliás, não há esquina em que o assunto Uber não esteja sendo discutido, daí o reflexo dessa discussão também na mídia. Claro que todo o povo tem seus próprios carros particulares, limpos e luxuosos e que ainda podem optar pelo transporte público quase impecável, oferecido por empresas do tipo SPTrans, Metrô e CPTM... Só que nossa gente está cansada da mesmice e aberta ao novo!

De fato, em um mundo como o nosso, "cheio de oportunidades", todos, trabalhadores e consumidores, querem e podem abandonar profissões e trocar de serviços a qualquer momento, sem qualquer prejuízo social ou econômico - pelo contrário, mudanças favorecem o avanço, a colocação do trabalhador e do consumidor onde devem estar, possibilitam o desenvolvimento e, consequentemente, um mundo melhor para todos...

Acho apenas que informações prestadas por nossa mídia tão independente poderiam ser um pouco menos repetitivas. Por exemplo, não é necessário dizer em toda matéria da Veja, da Folha ou da Globo e dos assemelhados o que já está na Wikipédia:

"Cerca de cinco anos após sua fundação a empresa foi avaliada em 18,2 bilhões de dólares, em junho de 2014, contando com investidores como a Google e Goldmann Sachs." 

Sim, o Uber é do Google e vale o dobro do Facebook! Isso qualquer um já sabe! Não precisa repetir o tempo todo.

Não precisa dizer que Google e Goldmann Sachs querem muito mais do que lucrar e remeter algum dinheirinho para seu país de origem (EUA), até porque dinheiro lá, como em qualquer lugar do mundo, é fácil de ser gerado - principalmente com trabalho! O $I$tema é assim: VALORIZA O TRABALHO!!!

Ademais, são empresas multinacionais conscientes de suas responsabilidades sociais, especialmente da necessidade de contribuição com o desenvolvimento local, por isso estabelecem sede nos países em que operam. E assim geram muitos empregos qualificados e bem remunerados, especialmente de nível gerencial e estratégico.

Há quem diga que os motoristas do Uber e os muitos outros profissionais que trabalham em empresas assim são sempre satisfeitos com seus empregadores - como quem trabalha par ao Mc Donald's e Walmart , aqui ou em qualquer lugar do mundo. Aliás será que recebem vale-refeição de R$50,00 por dia e tem ainda um plano de saúde de primeira linha? Linx ou Omint?

Verdade os profissionais brasileiros, sempre criativos e qualificados são disputados, mas ainda assim é bom notar que nos classificados e nas agências virtuais de emprego que o Uber está sempre oferecendo ótimas e numerosas oportunidades para nosso povo, bem mais do que os concorrentes locais, como o 99 Taxi, por exemplo... E, claro, trabalho com as melhores condições. Afinal, ele é diferente e muito melhor!

Outra informação divulgada demais, até além da conta, na grande mídia (Estadão, Revista Época, Bandeirantes, Globo, Folha e assemelhados) é o "salário médio" de um motorista do Uber - aquilo que sobra no final do mês, depois de ele bancar seu carrão de luxo (custo de oportunidade do carro - mais de R$70 mil - depreciação, manutenção, combustíveis etc).

Outro motivo para não se falar o tempo todo e em todas as matérias qual é a real remuneração líquida do motorista médio do Uber é que a informação pode ser buscada com facilidade no Google (talvez pela isenção do buscador, fora o fato de ser ligado ao desenvolvedor do aplicativo).

Só para variar, obtive a informação por outro buscador, o Duck Duck Go:


Com o preço do petróleo lá embaixo, a gasolina barata, assim como os carros e preços de manutenção super acessíveis, evidentemente R$4.000,00 é mais do que suficiente para que o motorista banque seu carrão de R$70 ou R$100 mil e ainda tenha uma vida muito digna - ele e toda sua família. E isso sem prejudicar os negócios das grandes corporações - que sempre cada vez mais nos ajudam - ficando com apenas 1/4 de tudo o que se arrecada. Bônus justo para quem criou o serviço e depois...

Outra coisa que funciona no país, com apoio da grande mídia - isenta e independente - é o processo legislativo.

Mas também não é motivo para discutir com tanta exaustão, falar todo dia e em todos os canais da grande mídia, sobre o projeto que há no Senado para regulação do Uber - algo desnecessário, haja vista o consenso sobre o tema:


E notem que o projeto discute questões elementares, como obrigatoriedade de aceitar pagamento em dinheiro (que é de curso forçado no país), acessibilidade do aplicativo para deficientes, recolhimento de impostos. Coisas que, evidentemente, por si só e independentemente de qualquer regulação, o Uber trataria de fazer. Afinal, atua em consonância com as leis, é cheiroso e inclusivo (sabe que precisa respeitar seu cliente). 

A discussão é realmente inútil, pois embora haja resistência de alguns taxistas, motivada talvez única e exclusivamente pela cor do carro - preferem dirigir carros brancos, tudo tende a se ajeitar, se todos passarem a dirigir carros Uber. Talvez a empresa até concorde em liberar operação com carros de qualquer cor que queira o motorista e o consumidor final.

Se todos mudarem para o Uber, o serviço tenderá a ficar ainda melhor e probleminhas como os registrados no Reclame Aqui serão cada vez mais raros.
Aliás, será que não são inventadas pela minoria contrária o Uber essas reclamações?
Fica a possibilidade para pensar...

E, assim, continuaremos ajudando a melhorar a vida de quem precisa (Google, Goldman Sachs e muitos outros). E mesmo coma criação de muito empregos para os brasileiros nos escritórios do Uber no Brasil - talvez um em cada cidade com mais de 200.000 habitantes... parte daqueles 20% que fica com a empresa pode ir para os EUA, afinal todos precisam...

E quando passarem a aceitar corridas em papel moeda, os banqueiros terão seu quinhão, pois parte delas continuará sendo paga com cartão de crédito / débito, ajudando assim o Bradesco, a CEF, o Itaú e outros patrocinadores da mídia, para que ela possa continuar a nos informar e entreter e colaborar com o desenvolvimento econômico e social de nossa nação! 

P.S.: Outra informação que não precisaria ser comentada em todas as matérias sobre o Uber é o fato de ele ter sido praticamente VETADO na Alemanha e da resistência, encontrada em países como França e Espanha. Afinal, o Brasil está em outro patamar, não é mesmo?








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