domingo, 16 de agosto de 2015

Smartfone - serve, mas exige ser servido.

Meu primeiro telefone celular - presente da namorada - durou mais de cinco anos. Ainda funciona, ficou com minha mãe por um tempo e mais recentemente foi doado a um colega.




No lugar do Nokia 7100, adotei um Motorola K1, usado antes por uns aninhos pela mesma namorada. (Eu que havia dado de presente e depois recebi de volta!)



Os aparelhinhos são um mimo talvez capaz de agradar e servir entes queridos (namorada, mãe, amigos...).


Ele me foi útil por mais de um ano, até pifar. (não perdeu totalmente suas funções, mas quem recebia a chamada não conseguia mais ouvir quem estava chamando).


Adiei o quanto pude o momento de trocá-lo, porque realmente não via necessidade. Para mim, aquele aparelhinho era good enough.


Mas quando quebrou resolvi comprar às pressas, sem quase nada pesquisar.


E desde julho deste ano, tenho usado meu primeiro smartphone, pelo qual desembolsei R$299,00, em uma loja da operadora Oi - um LG L35 D157:



Nas lojas, o número de modelos de smartphones ofertados é muito maior do que o de telefones. E o preço dos smartphones mais básicos é duas ou três vezes o de um telefone celular com funções simples. Ainda assim, esse modelinho está enquadrado como de "baixo custo".


Escolhi errado o modelo?

Mais ou menos.Ele é até bom demais para minhas necessidades. Só que deu um trabalhão para aprender a remover ícones da operadora.(E se, por algum motivo, eu precisar de um reset, para que retorne à "condição de fábrica", a única opção é trazer de volta todas aquelas tranqueiras....)   :-(

O segundo problema é que - como a esmagadora maioria dos produtos desse tipo comercializados hoje no mundo - o usuário fica praticamente obrigado a vinculá-lo a uma conta Google, se quiser usar, por exemplo, um navegador, com função de GPS.

E, como uma conta Google no aparelho deixa expostos parte de seus dados pessoais, torna-se super conveniente inserir senhas, como forma de evitar possíves problemas outros em caso de perda, furto ou roubo do produto.

Mas o que dói muito mesmo, para quem é amante do software livre, é ler no manual do próprio produto que - o software livre não é recomendável!

(Todo um esforço para evitar Windows no computador pessoal, contrastado com a quase obrigatoriedade de usar sistema altamente "corporativo" no smartphone!)

A frustração se aprofunda quando você busca informações sobre o Replicant, um Android mais purinho, e vem a saber que seu modelo nada tem a ver com sistemas assim, pois usa processadores Qualcomm, que são incompatíveis com esse tipo de liberdade. O desgosto aumenta mais ao saber que poderia comprar um Galaxy S2 usado, por exemplo, praticamente pelo mesmo preço - menos incompatível com sistema mais livre.

Ainda assim, um artigo pondera: Replicant solo para los muy apasionados del software livre .

E, de fato, temos muita informação sobre o GNU Linux  e programas livres em desktops e em notebooks (sites, fóruns etc), mas quanto aos sistemas operacionais livres para smartphones, as publicações são bem mais escassas.

Ademais, se eu comprasse um Galaxy 2 com anos de uso, duraria mais quanto tempo?

E quanto tempo seria necessário até dominar a técnica de instalação do sistema e superar outros percalços? (dias? semanas? meses?)

Fato: pouquíssima gente sequer sabe da possibilidade de uso de software livre em smartphone, algo que interessa a quase ninguém!

Em geral, o povo está programado para simplesmente usar o sistema e ignorar completamente questões não apenas ideológicas, mas até de privacidade ou segurança. Será que um dia ele se liberta? Há pequeninos motivos para otimismo, mas eles existem. Embora muita gente tenha as maquinetas ainda mais por status e considerem tais produtos como camisas ou algo assim, parece que vem tomando corpo um grupo que já tem assumido outro tipo de atitude e rejeita qualquer coisa além do bom o bastante : Samsung glamour days over as it fights to save market share .  Não deixa de ser uma forma de se libertar!

Não investi uma grande fortuna no LG L35, mas já dediquei um tempo razoável à questão, em reflexões sobre essas facetas de nosso mundinho.



E questões vão surgindo...Qual a rotina de abastecimento da bateria?

Inicialmente, imaginei que todo dia o produto iria requerer esse cuidados de manutenção. Mas percebi que, com uso comedido, pode durar de 2 a 3 dias - mesmo tempo do intervalo entre limpezas de tela.

Tive de decidir ainda sobre os acessórios: capinha e película de vidro. Mais tempo dedicado ao nosso reizinho!

Circular pelas lojas e não encontrar a correspondente, verificar mais modelos e preços... comprar a distância, receber o produto diferente do pedido, reclamar, aguardar novamente... Passei por tudo isso também! Ainda bem que foi resolvido a contento.




Depois, aprender para que servem os programas que você pode baixar no site da marca, para receber atualizações de firmware e outras ou ainda para interagir com o computador na transferência de arquivos.

E no Linux? O bicho funciona? Como modem, muito mais fácil do que no Windows!

Mas, e a transferência de arquivos? No Ubuntu só consegui ainda com o aplicativo Airdroid. E tome tempo pra aprender o que é isso...

Alguma serventia efetiva tem o aparelho? Claro que sim. Dia desses me ajudou a fazer um bom caminho até o consultório médico e digitar mensagens nele é mais fácil do que nos outros dois que eu tinha, além de cumprir as funções básicas.

E o que achei bem legal em tantas viagens foram alguns videozinhos, que abrem possibilidades para abordagem de argumentação a respeito de um tema.


Tem capa no telefone ou prefere não usar?
Por quê?




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