quinta-feira, 23 de julho de 2015

O velhinho tapeceiro

Costumamos nos irritar com fornecedores que não fazem o serviço da forma esperada. (Especialmente se técnicas de meditação e outros controles não operam devidamente em nosso ser.)

Eu tinha tudo para não recorrer novamente ao mesmo tapeceiro que deu um jeito nos bancos do Uno há pouco mais de três anos. Afinal, a tapeçaria original tinha durado uns 15 anos e o serviço dele não durou nem um terço desse tempo - rasgou.

Além disso, o moço da tapeçaria Galvão me disse que fora colocado no Uno um tecido "paralelo" e que por isso não tinha durado tanto. Agora eu gastaria pelo menos R$600,00, mas para fazer um serviço melhor em todos os bancos e nas laterais.

De todo modo, voltei ao velhinho tapeceiro e perguntei quanto custaria para reformar só aquele banco rasgado. Não deixei de falar de meu descontentamento com a baixa durabilidade. Ele, sem muito ânimo, disse que poderia fazer o serviço por R$150,00. E acrescentou que o dinheiro andava difícil para muita gente e que três anos não seria um tempo tão curto.

Deixei o banco e fiquei de pegar depois de dois dias.

Pedi que caprichasse. Fiquei até contente com o banco empresado, pois embora com a capa velha, era firme.

No dia seguinte fui reafirmar meu desejo de que o "novo banco" ficasse pelo menos como aquele que eu estava usando emprestado.

Mas ao chegar na tapeçaria vi que já estava pronto. O velho tapeceiro estava jogado, sentado... Não me deu atenção, como parecia não dar atenção a muitas coisas na vida.

Olhei o vinco do banco. Mal costurado. A espuma, novamente, não estava tão firme.

Paguei e fui embora.
Agora é esperar mais três anos, com o banco melhorzinho do que chegou na tapeçaria, mas pior do que eu esperava.

E, mais do que isso, torcer para que o velhinho melhore.

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