segunda-feira, 14 de outubro de 2013

15/10/2013 (I)


Amanhã é dia dos professores.

Momento importantíssimo, de reflexão, de descanso para alguns e das melhores recordações para muitos.

Ser professor não é fácil! Não basta querer, é preciso ter condição – vocação, inspiração, dedicação, dispor do tempo – muito tempo. Resignação.

Um professor desses mágicos, de Física, outro dia revelava as artimanhas que usava, como o vendedor de algo que as pessoas em geral não estão interessadas “naquele momentinho”...

Mas trata-se de uma das poucas profissões que permitem ofertar a outras pessoas o que recebemos de outros tantos professores, da escola formal, da informal, da vida... Uma vela acende outra.

Talvez por isso o Marinho, lá da Fundação Santo André assegurava que um dia descobriríamos que poucas coisas na vida são melhores do que SER PROFESSOR.

(Marinho detestava rima como “ão”! Achava pobre...)

Em geral, o VERDADEIRO professor, apesar dos pesares, não quer passar em outros concursos, fazer outra coisa ou ter outra profissão. É professor!

Durante as aulas, só uma parte do tempo é dedicada ao conteúdo, só uns e outros tópicos são interessantes. Mas raramente é possível dizer não há a aprendizagem que se faz pelas vivências, pelo convívio, pelos despertares... Por mais pamonha que seja o “regente”.

Rubem Alves ensina que a gente aprende aquilo que fica depois que o esquecimento fez seu trabalho.

E qual o aluno poderia dizer que não ficou com nada de seus professores ou da escola ou dos amigos de lá? (os amigos não deixam de ser, de certa forma, nossos professores)

Agorinha, no Jornal Nacional*, passou a despedida da Tia Emília de sua última turma na rede oficial. Foi aposentadoria – compulsória – com 70 anos.
Ela queria continuar...

Com genial simplicidade, relembrou que lecionar é uma troca, em que a gente aprende constantemente com os alunos. Repetiu Paulo Freire, com mais simplicidade e a mesma grandeza.

Que possamos comemorar com alegria a existência daquilo que Hermann Hesse já reconhecia como uma das poucas coisas que interessa no sistema – A ESCOLA. Mais que um lugar ou espaço, uma Instituição em que todos aprendem, especialmente os professores, e multiplicam.

E que possamos, como Tia Emília, continuar, até o último suspiro, meio professores, meio alunos...

Parabéns aos nossos verdadeiros MESTRES!

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