sábado, 14 de agosto de 2010

Dúvidas colocadas ao Jornal da Gazeta

Pelo site da emissora, enviei à Maria Lydia mais ou menos a mensagem abaixo transcrita.

Espero que ela responda.


"Ao longo do tempo, acho que este é a quarta mensagem que envio à TV GAZETA.

Nunca tiva um retorno, mas volto a escrever, crente que a emissora deva saber quando está causando má impressão.

Quem sabe desta vez...


Abordarei dois assuntos.


  1. Comentário do Markun sobre horário eleitoral


Primeiramente, gostaria de saber se ele costuma votar sempre em uma mesma linha política, apoiando o PT. o PSDB ou outro partido. Pergunto isso porque, até ontem, era indicado pelo Governador Serra, para presidir a TV CULTURA, que anda em situação deplorável, segundo o noticiário.


E não sei se o Serra sempre indica jornalistas que não compartilham de seu ideário para estes cargos. Sei, por exemplo, que na campanha contra o fumo havia o médico Ubiratan, que já atuou no time da Marta – prevaleceu a questão téncnica. E a mesma Marta teve em seu time o Sayad, também em nome da questão técnica, sem juízo de valor se foi boa a escolha ou não.


É que para o comentarista do Jornal da Gazeta, os “três minutos” que a Dilma terá a mais do que Serra não terão tanta influência, porque muitos brasileiros desligam a TV !

Mas e os que não desligam? Não fazem mesmo diferença?

E o próprio Markun aponta que aquilo que mais mexe com o povo são as inserções “surpresa”, no meio da programação.


Faltou dizer o principal: que não são “apenas 3 minutos” de diferença. A Dilma tem mais de 10 minutos, e o Serra tem 7 e alguns segundos. Salvo erro em meus números burros, a Dilma tem 45% a mais de tempo do que o Serra, o que vale dizer que ele tem 68% do tempo dela.


Quanto às inserções, seguem a mesma linha, segundo a Lei Eleitoral, se não estou enganado – no máximo meia hora por dia, de 30 segundos a um minuto cada inserção. Não pode haver publicidade paga e o tempo disponível é proporcional ao que tem cada coligação.


Ou seja, Dilma terá também larga vantagem na quantidade e, consequentemente, no tempo das inserções. Isto, no caso específico, é muito bom para o Brasil. Pior seria se os tucanos estivessem nesta condição, no plano federal.


No plano estadual deve ocorrer o mesmo fenômeno, aqui em prol da situação PSDBista, mas não foi comentado.

Por que será?


Será que estou pedindo demais ou seria só uma abordagem menos rasa?


E, no mesmo dia, Markun apontava que algumas emissoras conseguem abater do IR parte do valor correspondente à propaganda eleitoral, reclamando que tal “benefício” não é concedido às Fundações.

Pergunto: as Fundações pagam imposto do mesmo jeito?

Como pretender abatimento de forma igual, se a cobrança é diferente?

Penso que isso ele também deveria ter explicado.


Do jeito que foi feito, a reportagem serviu apenas para levantar dúvidas, sobre sua própria qualidade - para dizer o mínimo, sem tocar na intenção do discurso.



  1. Os alunos professores

(monitores, que regem aulas...:-)..

Como se não bastasse o deslize da quinta-feira, ontem foi a vez da própria Maria Lydia expressar um “por que não?” à esdrúxula ideia do Governo de São Paulo, de dar cinquentinha para que cada um dos alunos, das primeiras séries do Ciclo II, do ensino fundamental, com maiores dificuldades participem de aulas de reforço, ministradas pelos alunos mais velhos (do ensino médio).- projeto que custará 600 mil reais.


Veja que a própria legislação, que admite a progressão continuada, confere também direito de acompanhamento especial ao aluno que dele necessite.


Mas parece que é ir um pouco além da intenção do legislador implantar um meio de não envolverem os professores nisso. Instituir um sistema de acompanhamento sem pagar nem um centavo aos professores!


Não digo tanto pelos 600 mil reais...

A questões centrais são:

- será que estamos realmente educando o cidadão do futuro, ao premiar com dinheiro o aluno a quem o Estado deve dar reforço?

- queremos alunos mercenários?

- o “prêmio” de R$50,00 é bom? para quantos é muito? para quantos é pouco? para quantos é a quantia ideal?

- quantos alunos irão “fazer de tudo” para participar das aulas de reforço?


É realmente curioso, para dizer o mínimo, notar que um estado que paga muito mal seus professores resolva entregar a atividade docente a gente sem formação específica nem pedagógica.


Mas, se a ideia é boa, que tal fazer isso na TV Gazeta, por exemplo?

Pegar a molecada da Cásper e botar prá fazer o jornal, no lugar do Markun!

É... “Por que não tentar?”


Aliás, outro dia ouvi, pelas escadarias do prédio, uma aluna da Cásper, dizendo que parte dos R$1000,00 que pagam de mensalidade vai para a TV.

Isso é verdade?

E dizia ela que, também por isso, a estrutura que a faculdade oferece aos alunos encontra-se muito aquém do esperado. talvez como a TV CULTURA*, até pouco tempo presidida pelo Markun, talvez como a Educação, no estado de São Paulo...


Nesta conjuntura, o que estão os alunos desta faculdade dizendo ao MEC?


Como está avaliada a faculdade pelo corpo discente? E pelo órgão federal, encarregado de fiscalizá-la?


Com a palavra, os experientes jornalistas... sobre ambos os assuntos..."

P.S.:

1) Ufa! Ainda bem que eu não VI O MUNDO sozinho!

2) Enriquecido com o material publicado em 23/08/2010*;

3) Felizmente, até segunda ordem, a ideia da Secretaria de Educação, neste blog criticada, foi abortada - dizem as autoridades que "ainda não está madura":

Um comentário:

Anônimo disse...

Assissti, ontem, um comentário do Markum sobre uma pesquisa feita por pesquisadores do Rio G. do Sul a respeito da situação da edução brasileira e que mostrava que o ensino do Estado de S. Paulo ficava na 16ª colocação.Gostaria de saber onde posso encontrar essta pessquisa. Agradeço a atenção e aguardo uma resposta