segunda-feira, 3 de maio de 2010

A CONTA DOS QUARENTA

Sempre me lembro do que me veio à cabeça, quando fiz 30 anos: “Agora não erro mais tanto assim!”

E, de fato, deixei de cometer determinadas barbeiragens. Acho que passei a ser mais cauteloso ou só um pouqinho mais senhor de mim mesmo.

Teria que ser mesmo diferente; dez anos depois, já com a pressão arterial a 13 ou 14 por 9, a acuidade visual também já um pouco pior... Até a “pegada de esportista” um tanto mais suave... Dispensados o Gatorade e o Sustagem, já que as séries de exercícios não mais ultrapassam uma horinha.

Permanece a inquietação em relação às pessoas - aos seres.

Até aqui, em regra, tive facilidade para ver o lado bom de todos os companheiros de jornada, tendo superestimado o valor dos “anjos terrenos'.

Só que cai um rei de ouro, o de espadas, o de paus... Não fica nada (?). Sei lá... o de copas?!

Parece que o “não ser” quer sempre parecer que é a única coisa real no mundo.

A gente vai encontrando gente que vale a pena, pela vida, que passa a valer a pena, nem que seja só por nós mesmos e por estes poucos. Mas, se cai um anjo aqui e outro ali, é preciso muito cuidado para não achar tudo o que vem pela frente nada mais é do que “anjo (prestes a ser) decadente”.

Até porque "...mentir prá si mesmo é sempre a pior mentira... - e - ...não sou mais tão criança...").

A grande esperança é acreditar que podemos sempre passar a ser, acreditar em nossas próprias possibilidades e na de estar com outros (“projetos de bons”), seguindo conosco...

Acreditar que existir, ter um nome, seja realmente diferente de não existir, para nós e para ao menos uma ou outra pessoa - e, no mais das vezes, o tempo não é o que mais conta...

O que importa é a vida - a arte do encontro, embora haja tanto desencontro, segundo o poetinha.

E com o primeiro pezinho na quinta década, outras impressões povoam minha cabeça (metas?) :
- não ver chifre na cabeça de cavalo;
- não ser motivo de raiva ou ao menos ter sabedoria suficiente para dosar os efeitos da raiva, de forma até a ficar um pouquinho mais distante do “ser bobo” - aquele que permite ser usado e abusado – mas muito muito longe de ser um carrasco desalmado.

Porque o Rio de Janeiro deve continuar lindo... como a vida.

E não onde está o dinheiro... tanto pode ser Nova York como Madureira, Sampa – qualquer lugar gostoso... nem que seja virtualmente.


Com os Amores Platônicos, cantados por Juliana Venegas, que também "aborda" Ilusões, com Marisa Monte... além do M(i)edo (?) de Lenine, de todos nós e de tudo o mais que nos move ou que nos proporciona estas paradinhas gostosas...

P.S.: (17/07/2010) - Tive o desprazer de, ao tentar acessar o vídeo "Ilusões", deparar-me com a mensagem de que ele não estava mais disponível, por reivindicação da SBMG Norte.
Felizmente, encontrei o mesmo vídeo, em outro endereço do mesmo YOU TUBE. Arurumei, então, o link.
Pena que não estamos livres de novas remoções, a qualquer momento...

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