sábado, 10 de abril de 2010

A VIDA DE CHICO XAVIER EM FILME

Retornamos às salas de cinema, depois de meses, atraídos por este documentário.

Como ponto negativo, destacaríamos o preço – dois ingressos, R$34,00, no Cinemark do Center Norte. Coerente seria um filme destes estar gratuitamente acessível a todos, talvez até pela internet. E que a parte da bilheteria fosse revertida para entidades beneficentes.

Não saí do cinema gratificado por qualquer insight ou ideia nova. Talvez por conta do período em que tive contato com a doutrina espírita; alguns anos frequentando uma casa de oração, lendo também... – hábito abandonado há mais ou menos uma década, um pouco saturado... Também não me encantavam os livros espíritas, ao contrário de outras obras, dos ditos mestres da Literatura. Pratiquei a caridade? Talvez, de uma forma própria, não só por conta dos sentimentos religiosos, mas por altruísmo, por reconhecer que dela a gente tira um retorno diferente, um prazer, de fato!

No documentário, chegam a sugerir que obras de grandes escritores, filósofos e outros seriam também dos espíritos. Quanto a este ponto, meu lado cético não resiste e pergunta: então, por que Chico Xavier tinha um cara ao lado dele (Emmanuel) ditando tudo, e sabia que não estava criando nada, enquanto os outros consideram ter escrito por conta própria?

Outro ponto para o qual não vejo sentido está no fato de o mentor espiritual ter solicitado, de início, o trabalho que consistia em escrever 30 livros – sem dúvida uma sobrecarga excessiva para um ser humano. Chico explica que os mínimos resultados obtidos na prestação de socorro seriam suficientes para lhe dar ânimo e amenizar esta carga...

No mais, o filme não trouxe muita coisa nova. Aquela velha história dos jornalistas que pensaram ter enganado o médium, mas que logo teriam atestado ser isso impossível, pois receberam dele livros com dedicatórias corretamente dirigidas, embora não tivessem. A reversão de um processo no Judiciário, a partir de uma comunicação feita entre a mãe de um moço assassinado e seu próprio filho. A, famosa entrevista concedida à rede de televisão...

Ainda assim, a divulgação do Espiritismo, por mais este veículo, talvez provoque uma “parada para pensar” e até uma ou outra mudança de atitude, da parte de algumas pessoas que possam ter sido tocadas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Não seria Chico XAVIER?