segunda-feira, 9 de março de 2009

+ duas letrinhas...

Em 21 de agosto, coloquei aqui, em meio a qualquer coisa, a letra de música "VAI", de Ana Carolina.

Nela, o eu lírico lembra "seu par" de que "fora" dele encontraria "o abismo". Ainda assim, sabe que é impossível impedi-lo de ir quando e para onde queira - o amor, livre, voa com o vento... - só não perde a expectativa de uma volta; coloca-se à disposição!

(Isso é bom?! Há controvérsias...:-)...

Hoje, duas letrinhas, sobre as correntes velozes de ar...

O Vento
Jota Quest

Composição: Márcio Buzelin

Voe por todo mar e volte aqui
Voe por todo mar e volte aqui
Pro meu peito...

Se você for, vou te esperar
Com o pensamento que só fica em você

Aquele dia, um algo mais
Algo que eu não poderia prever
Você passou perto de mim
Sem que eu pudesse entender
Levou os meus sentidos todos pra você

Mudou a minha vida e mais
Pedi ao vento pra trazer você aqui
Morando nos meus sonhos e na minha memória
Pedi ao vento pra trazer você pra mim

Vento traz você de novo
O Vento faz do meu mundo um novo
E voe por todo o mar e volte aqui
E voe por todo o mar e volte aqui
Pro meu peito...

lara, lara, lara.

Uuuooh!

De novo, a liberdade junto com o desejo de volta.
E prá quem pedir? Os capazes de não acreditar só na aparente realidade pedem simplesmente AO VENTO...

Talvez o pedido com fé seja melhor, mais bonito ou mais importante do que o resultado.

Agora, vento forte e profundo mesmo, tá aqui:

(Claro que boa parte do efeito da música não está só na letra, mas no jeitão ímpar do Renato Russo cantar algo assim)

Vento No Litoral
Legião Urbana

Composição: Renato Russo

De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras

Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

Agora está tão longe
ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim...

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...

Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos,
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...

Eieieieiei!
Olha só o que eu achei
Humrun
Cavalos-marinhos...

Sei que faço isso
Pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

Por que quer descansar?

(Por certo, não é o corpo que tá cansado...)

Só será bom subir nas pedras se tiver vento - e for FORTE!

Onde ela (ou seria ele?) estaria agora ? Dentro dele e onde mais?

Será difícil ficar sem... porque tá ali, o tempo todo...

Vai cuidar dele próprio... (já que não dá mais prá cuidar dos dois!). Mas o plano era "ficarem bem".

Ao ver o mar, algo diz - A VIDA CONTINUA!
(Tem poesia por todo lado dizendo que o sol e outros encantos da NATUREZA estão a nos dizer algo similar!)

E do que tem mais saudades? Dos planos!
Olhavam juntos, (quando?) naquele tempo, na mesma direção...

Mas agora tá muito longe... olha sozinho a linha do horizonte... e assim se distrai...

Agiram certo, mas o tempo errou!

Por fim, acha os cavalos marinhos... Consola-se com outro tipo de beleza, que há na vida!

Afinal, "...a vida continua
E se entregar é uma bobagem..."!

Legal perceber: sabe que "é bobeira se entregar", mas ao mesmo tempo tem necessidade de, ao menos, "descansar", à tarde... (depois "do dia" que passou...). Ele declara: "faz isso prá esquecer"; deixar a onda lhe acertar, e o vento forte levar tudo embora!



Um comentário:

Anônimo disse...

Tudo caminha para um lugar incerto.

Certo apenas que estamos no caminho.

Sempre iremos para sempre voltar.

O descanso é pouco para logo recomeçar.

A eternidade é um bom começo.