terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

AÇÃO DE CIDADANIA

SOU CONTRA A ROUBALHEIRA
TARIFAS BANCÁRIAS

Hoje foi o JT que me instigou.

(reportagem AQUI)

Reagi, escrevendo a seguinte "cartinha" à jornalista:
(mais ou menos assim):


"Olá, Eleni!

Li sua reportagem, publicada hoje, sobre a dificuldade que o cidadão tem para abrir e/ou manter uma conta apenas com "serviços essenciais gratuitos". O seguinte trecho chamou minha atenção:

"A conta só não é gratuita porque a resolução permite a cobrança de uma tarifa de renovação cadastral duas vezes por ano, mesmo que não tenha havido nenhuma atualização no cadastro".

Anunciar a possibilidade de o cliente usar SERVIÇOS ESSENCIAIS GRATUITOS e, ao mesmo tempo, trabalhar com o entendimento de que o banco pode cobrar TARIFA DE RENOVAÇÃO CADASTRAL, no valor por ele próprio estabelecido, é admitir uma falcatrua.

É de se estranhar que o IDEC não tenha se voltado contra esta ideia. O instituto parece conformado com a possibilidade de cobrança - recomenda que os cidadãos optem pela conta "sem pacotes" e paguem a tarifa cadastral! ("... mesmo que não tenha havido atualização...") - E MESMO QUE NÃO SEJA UM SERVIÇO!

Se a hipótese for admitida, teremos de aceitar, POR EXEMPLO, que um banco estabeleça o preço de R$150,00 por semestre para TARIFA DE RENOVAÇÃO CADASTRAL e um "pacotinho" comercial ao custo de R$15,00 por mẽs mês, de modo que todos os clientes sejam chamados a "optar" pelo que anunciam como "mais vantajoso. Ou seja, teremos de admitir que, na prática, serviço essencial gratuito só existe se o banco quer e/ou até o ponto que o banco admite!

Antes da RESOLUÇÃO 3518 funcionava assim. O Itaú, nas pesquisas do próprio JT, dia com todas as letras que "só operava com pacotes" (Maxi Conta). Cansei de receber cartas do Banespa / Santander, dizendo que era "mais vantajosa" a opção por um pacote do que pagar tarifa básica da conta.

Mesmo sem a cobrança de tarifa de manutenção ou esta nova "de cadastro" - que seria praticamente a mesma coisa - os bancos irão ganhar muito dinheiro com a simples movimentação das contas, com cartão de débito, pagamentos, etc. Tanto é assim que, nas concorrências, oferecem contas aos servidores públicos "sem custo", bem como oferecem este tipo de "benefício" a funcionários de grandes empresas privadas. Até pagam às empresas ou aos governos pela conta de cada trabalhador / correntista!

Fica o questionamento: se, por exemplo, para a migração de número de celular, o Governo / Anatel estabeleceu tarifa de R$4,00 - COM CADASTRO E TUDO! - por que ao tratar com bancos não limita um teto?

Coloquei em meu blog um longo arrazoado sobre o assunto - inclusive uma pesquisa que indica o custo dos serviços bancários em outros países - menos de 0,5% da renda.

Caso queira visitá-lo:

http://tentandoser.blogspot.com/2008/11/neste-pas-at-2007-segundo-o-bacen-os.html


Infelizmente, NESTE PAÍS, onde AINDA 95% dos brasileiros ganham menos de R$800,00, AINDA estamos sujeitos a este tipo de roubalheira. Errado está o trabalhador brasileiro ganhar tão pouco e entregar aos bancos tanta receita, tanto lucro.

O que muitos não percebem é que a fortuna dos banqueiros significa dinheiro a menos nas mãos do povo - recurso sempre tão valioso para dinamizar a economia e distribuir JUSTIÇA.

Como dizia Vinícius de Moraes, em Berimbau, "O dinheiro de quem não dá. É o trabalho de quem não tem ..." (A letra da música é de amor, paixão - mas arranha este lado do desamor!). Gênio faz cada coisa...

Espero, sinceramente, que atitude seja tomada no sentido de coibir a cobrança da tal TARIFA DE RENOVAÇÃO CADASTRAL - totalmente ilegal e abusiva.

Abraço!..."

P.S.:
1) disse ilegal e abusiva, mas quis dizer abusiva, portanto, ilegal;
2) sobre esta mensagem, recebi, por "e mail", retorno tempestivo, positivo e animador, da jornalista Eleni Trindade - pelo que entendi, há motivação para outras matérias sobre o assunto;
2.1) esclareceu que o IDEC é contra a tarifa, sim, e que, inclusive, já notificou o BACEN a respeito;

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