quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

FÉRIAS!

Muito tem me honrado a visita de colegas do mundo virtual e real a este blog. Poucas e boas visitas!

Durante 2008, deixei um número relativamente pequeno de mensagens. Rconheço que aos textos faltou o devido balanceamento entre a concisão e a clareza. Ou seja, fui prolixo, repetitivo...

Agora gostaria de desligar um pouco. Confesso que, com a cabeça no travesseiro ou perambulando, minha mente ainda encontra-se presa a determinados temas, dos quais tentarei fugir um pouco nas férias. Assim, se o excesso de trabalho era motivo para escrever pouco, a falta de trabalho também o será!

Mas antes de qualquer pausa, gostaria de relembrar alguns pontos, com base em comentários que acolhi e nas impressões colhidas mais recentemente.

Não sou contra a instituição BACEN, muito menos contra os servidores públicos que nela trabalham - gente muito bem selecionada.

Penso que cabe AÇÃO GOVERNAMENTAL - papel também do BACEN - especialmente onde se verificam abusos.

Votei em Lula e me sinto bastante à vontade para dizer que os bancos continuam a "nadar de braçada". Não convence a tese de que é melhor que eles tenham lucro do que estarem a precisar do PROER.

Nada de mal existe em determinada fortuna ou na riqueza, mas sim em como ela está sendo construída, em que tipo de frutos ela gera e a quem aproveitam. Há sempre que se questionar qual a função social dos contratos e dos empreendimentos!

Se um grupo está ganhando muito e o povo está pagando demais por isso, há correção de rota a ser feita, PELO GOVERNO! (Em nome do povo!!!)

Cabe frisar que reconheço a função social dos bancos e os serviços prestados por eles aos ditos "setores da sociedade" e ao POVÃO. Servem os bancos para que os cidadãos acumulem reservas para realizações futuras. Servem para atender EVENTUAIS NECESSIDADES IMEDIATAS, que só poderiam ser atendidas no futuro - não houvesse o capital / crédito. Servem para o pagamento das contas do dia a dia. E, ademais, geram empregos, impostos e patrocinam muita coisa importante para a população em geral.

O problema é que, em meio a isso tudo, os bancos vendem título de capitalização, consórcio, planos de previdência privada e outros "serviços" absolutamente não recomendáveis. E cobram dos cidadãos deste país, que ganha em média R$800,00, mais de 0,5% de sua renda mensal pelos "serviços" oferecidos - padrão maior do que no restante do mundo dito "civilizado" - já que tanta gente adora comparação com outros países.

Nossa discussão - os comentários e reflexões aqui colocados - visam checar o que há de bom e o que precisa ser aperfeiçoado, tanto na AÇÃO GOVERNAMENTAL como na "ação dos administrados".

Todos sabem que a ação governamental, notadamente com a criação e a implementação de leis, reduziu boa parte dos problemas que sem elas antes existiam. Por exemplo, haja vista o efeito produzido pela LEI DO INQUILINADO e pela LEI DOS PLANOS DE SAÚDE. Por outro lado, sobram exemplos do desastre que é a falta de ação governamental - "CRISE DOS EUA / CRISE MUNDIAL".

Por fim, registro o que ouvi hoje de um político de partido de direita - da base da apoio do atual prefeito de São Paulo. Fiquei atento ao que foi dito, já que vivo questionando se determinada lei irá "pegar" e relacionando outras que "(quase) não pegaram". Disse ele que há leis BEM FEITAS, que "pegam", e outras imperfeitas, que "não pegam".

Vale para a reflexão. Na verdade, há leis que atingem o cidadão comum, que contam mais com a força da mídia, que são assumidas pelos "donos do capital" e que nem precisam de tanta perfeição para "pegarem". Já há outras, que encontrarão muita resistência, ainda que estejam muito próximas da perfeição.

E para não deixar de exemplificar, ouvi, no mesmo dia, mas em outra reportagem, algo sobre o DECRETO que trata de acessibilidade, com base no qual a Telefonica poderia ser chamada (ou deveria ser chamada - se é que ainda não foi) a substituir os "orelhões" por equipamentos como os que funcionam na Argentina e até mesmo no país de origem da empresa. Isto porque o "orelhão" é uma armadilha para os cegos. No entanto, o DECRETO está vigente desde 2004, mas tudo continua como se ele não existisse!

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