terça-feira, 10 de junho de 2008

Nem escritor nem poeta

Um animal muito grande, maior do que vários elefantes, talvez até maior do que a Terra, passou, deixou sua pegada neste caminho que a gente vai vivendo.
Pequeninos que somos, vamos atraídos – como que por uma força de indução.
E levados, da primeira a ultima hora, no tempo de uma vida!

Ruim demais, né?!
Totalmente vazio... Não diz nada com nada!
Nem forma nem conteúdo!
Muito a tentar ser...

Mas ainda bem que tem Drummond...:-)...

Igual-desigual

Eu desconfiava:
todas as histórias em quadrinho são iguais.
Todos os filmes norte-americanos
são iguais.
Todos os filmes de todos os países
são iguais.
Todos os best-sellers são iguais.
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são
iguais.
Todos os partidos políticos
são iguais.
Todas as mulheres que andam na moda
são iguais.
Todas as experiências de sexo
são iguais.
Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais
e todos, todos
os poemas em versos livres são enfadonhamente iguais.

Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou
coisa.
Não é igual a nada.
Todo ser humano é um estranho
ímpar.

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