domingo, 29 de junho de 2008

Como os FORNECEDORES ganham seu $...

(O RETORNO...:-)...

Acabo de assistir ao futebol na TV – Cruzeiro contra São Paulo.

Como todos sabem, não sou fanático nem entusiasta deste esporte – meu pai é que é.

Assim, além do jogo propriamente dito, verifico os anunciantes... Itaú, Tenda e Casas Bahia. Que time!

Considero o primeiro muito ruim, dentre outros motivos, por ser o banco mais reclamado no ranking 2007 do PROCON-SP. E, além disso, a segunda empresa mais reclamada – perdeu só para aquela que não costuma perder de ninguém...

Da Tenda eu também não vislumbro comprar imóveis. Dizem que querem ser o Habib's da construção civil – preço baixo e qualidade. Não estou convencido de que tenham isso.

E, por fim, “CASAS BAHIA”. Na verdade, a publicidade mais explícita foi para a GARANTIA ESTENDIDA – algo que esta empresa costuma vender junto com muitos dos produtos que ela também comercializa.

Na verdade, hoje, muitos dos que compram nesta loja, além do produto levam: financiamento, seguro e a tal GARANTIA ESTENDIDA.

Como todos sabem, também sou defensor da poupança, da compra à vista. Penso que quem compra desta maneira consegue descontos e com o dinheiro dos juros pode comprar outros produtos. Detesto crediário!

Quanto ao produto GARANTIA ESTENDIDA, propriamente dito, pensava nele nesta semana. Está naquele meu rol de não recomendáveis, junto com o CONSÓRCIO, o TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO...

Se não me engano, o custo da tal GARANTIA ESTENDIDA é de pouco mais ou menos 15% do valor do produto – deve veriar de um para o outro. Acho que não compensa.

Primeiramente porque a LEI (Código de Defesa do Consumidor) já estipula garantia de 90 dias para todo e qualquer produto, no tocante aos VÍCIOS APARENTES e, embora muita gente se esqueça ou ignore, mais 90 dias a partir da constatação de qualquer VÍCIO OCULTO, inclusive que apareça depois do primeiro ano de vida do produto. Entendo, pois, que em boa parte dos casos, tudo o que “cobre” a tal garantia estendida pode ser enquadrado como vício oculto, problema de fabricação que aparece entre o primeiro e o segundo ano de uso.

Sem contar a garantia da LEI, muitos produtos tem garantia de um ano, um pouco mais ou um pouco menos, contratual, do fabricante, complementar à legal.

Imagino o seguinte: se cada cidadão paga 15% para ter a garantia estendida, o fornecedor recebe, a cada 6 contratos, o valor de um produto. Fica a pergunta: um em cada quantos produtos apresentam vício de qualidade entre o primeiro e o segundo ano? Bem poucos, não? Pois dá prá perceber como é vantajoso, para quem vende, o tal do contrato da garantia estendida.

E para quem compra? Para os que chegam a utilizar, um bom negócio. Para os que não chegam – esmagadora maioria - um péssimo negócio.

E cabe realçar que, mesmo que o produto apresente vício de qualidade entre o primeiro e o segundo ano – durante a vigência da tal garantia estendida – há ainda a possibilidade de o preço do conserto ser igual ou menor do que o valor pago no contrato de GARANTIA ESTENDIDA.

Dou este alerta para a reflexão dos leitores. Caso concordem comigo e queiram espalhar a idéia, fiquem à vontade...

Sem informação, sem REFLEXÃO, o dinheiro do povo vai pro ralo. Tenho dúvidas se o povo está ou não preparado para a necessária reflexão. Na verdade, penso que muitos fornecedores se prevalecem da condição dos incautos para impingir produtos ou serviço - prática ilegal, à luz do Código de Defesa do Consumidor. Penso que o consumidor não compreende o sentido e o alcance da informação, muitas vezes por falha na formação educacional ou falta dela.

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