domingo, 11 de maio de 2008

S.O.S. padrão culto da língua e outras reflexões...

Nesta semana, verifiquei em um texto duas expressões que me soaram estranhas, mas que eu não soube explicar se estão de acordo com o “padrão culto” da língua, como a pessoa gostaria de produzi-lo.

Trata-se de desejar “muitas farturas” a alguém e querer para si “um pouco de felicidades”.

Mandei, então, um “e mail” a uma série de pessoas, especialmente gente que trabalha em editoras, professoras, ex-professoras...

Só uma das destinatárias respondeu. Disse que também lhe “soa estranho” desejar “muitas farturas”, como estranho soaria desejar “muitos sucessos”, ainda que fosse sucesso no amor, no trabalho, etc. Ponderou que, se você deseja SUCESSO ou FARTURA, ainda que em múltiplos campos, deve, pelo menos por questão de eufonia, desejar no singular mesmo!

Quanto às “felicidades”, quem me ajudou foi o HOUAISS. Lá consta que “felicidades” são os votos de feliz êxito, congratulações. Já “felicidade” seria o estado de feliz.

Assim, naquele texto caberia bem “um pouco de felicidade”.

Mas e as outras pessoas a quem enviei o “e mail”? Não teriam recebido a mensagem? Estariam muito ocupadas? Consideraram banal o questionamento? Vai saber...

Escrevi também para matar saudades (que pode ser escrito no plural ou no singular!).

Por fim, fiquei pensando na minha curiosidade... e também na reciprocidade, na qualidade e na quantidade!

Putz! A volta do lamurioso...:-)...

2 comentários:

Vivi disse...

Amigo,
você não é um chorão...
creio que o mais importante é não passar em branco pela vida das pessoas... é o mínimo... temos que fazer diferença...
mas quando nos sentimos fantasmas falando para paredes (que nem ecoar, ecoam), não há como não nos questionarmos e não nos decepcionarmos...
buscamos esperar o menos possível das pessoas, buscamos não julgar... mas às vezes, nem isso conseguimos...
Você não é um chorão!
Você sabe o quanto eu te adoro! (Quantidade e qualidade!)

Anônimo disse...

Felizes aqueles que choram!!!

Pois um dia serão consolados!!!!

Quem não chora não mama Àfrica!