DO DIA A DIA
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domingo, 9 de outubro de 2011
VIVENDO PELA BLOGOSFERA
Mas... e por que perdemos tantos amigos?
Mudança de olhares, de rumos nas vidas, de prioridades... o que encantava antes hoje já é visto de forma tão diferente...
Uma musiquinha ajuda a responder.
sábado, 10 de setembro de 2011
Fragilidades de alguns programas proprietários...

Alguém dirá que o navegador Chrome não tem o código aberto. Isso é verdade, mas a versão Chromium, disponibilizada pela mesma empresa que o produz, funciona direitinho e é bastante proveitosa para quem quer e tem condições de estudar o projeto ou contribuir com seu aprimoramento.
Tenho visto várias experiências de gente que andava com a internet travada, usando o Internet Explorer, e teve o problema resolvido com a simples mudança de navegador. E a maioria dos que testaram o Chrome não volta para outro. Sou um dos que usam esse produto da Google e o Firefox, que também conta com sua versão livre, denominada Iceweasel e funciona tão bem quanto a outra.
Poderíamos ficar muito tempo aqui, listando exemplos do sucesso dos programas livres, mas nem sei isso ainda é necessário, haja vista que todos estão se convencendo e utilizando, ainda que sem ter consciência, muito software livre. De qualquer forma, deixo só alguns outros exemplos, talvez para ampliar a percepção sobre como as coisas realmente funcionam bem.
Comecei a construir, no trabalho, um forum de discussão. O programa disponibilizado foi o phpbb3, livre e aberto. Funciona direitinho, como pode ser observado internet afora (Forum Mageia Brasil, Forum Guia do Hardware etc).
Claro que não poderíamos deixar de lado o exemplo do Android - sisteminha, baseado em Linux, que roda na maioria dos "telefones espertos" que vem sendo vendidos pelo mundo todo.
Mas alguém pode dizer que há muita coisa fechada também no Android, o que é inegável. Porém, os chineses, usando de inteligência desenvolvida, souberam aproveitar a parte aberta e estão botando no ar uma "variante" dele para rodar nos smartphones que devem distribuir na escala que costumam fazer. Para entender um pouco do processo, basta clicar e ler a notícia: Baidu anuncia seu próprio fork do Android, em parceria com a Dell. A última parte é a mais curiosa. Até quem tanto "recomenda" Windows já dá bons passos em direção à liberdade... (Questão de sobrevivência?!)
E, a propósito, alguém tem ou conhece alguém que tenha telefones espertos novos rodando o sistema da emblemática produtora de software proprietário que foi, por décadas, a líder? (Parece que o nome dele e Ruindow$ Mobile). Ok, vou facilitar... Alguém já ouviu falar nele?
Sabe-se que tais aparelhos existem, mas dificilmente são encontrados... Talvez agora, com força da M$ unida à da Nokia... Ou será que nem assim?
quarta-feira, 27 de julho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Aula
Ao ouvir seu nome chamado, Cleide dirigiu-se rápida à mesa número 3.452.678 no extenso salão (uma empresa abandonada, falida) que o Órgão Apropriado à Educação, Ensino e Matérias Correlatas havia alugado e no qual estavam sendo iniciadas as triagens. Sentou-se diante do examinador e sorriu. Estava feliz, achava que finalmente poderia realizar seu sonho, o de dar aulas, adorava crianças, pedagogia, sentia-se cheia de criatividade e ideias.
- Pronto! É um teste? Um exame? Como os antigos exames orais?
Estava excitada, a mãe tinha contado sobre os exames orais, em um tempo em que havia reprovações, em que havia segunda época, depois recuperação, em que os professores eram rígidos, severos e disciplinadores, exigiam que se soubesse para seguir adiante. A mãe contava que o oral era chamado de a "hora da verdade". Sabia, sabia. Nota boa. Não sabia, ia embora. Como seria agora? O que perguntariam, em que bairro daria aulas?
Ah! Contou a mãe, como se estivesse narrando uma fábula de Esopo, ou de La Fontaine, naquele época, não tínhamos o medo que vocês têm hoje. Não havia professores agredidos por alunos nas classes. Não havia grafites nem salas sujas, carteiras quebradas, falta de equipamento. Um pai não ousava interpelar um mestre quanto a punição, nota baixa ou repreensão dada ao aluno. Processo na Justiça por reprovação? Imagine! Era ficção, loucura. Ser chamado à diretoria e tomar suspensão era normal, os pais aprovavam, até elogiavam o diretor, o professor ou o inspetor de alunos. Ser suspenso era uma vergonha. A suspensão era complementada em casa por um castigo, corte de mesada, proibição de sair, de ir ao cinema, enfim, alguma coisa que doesse na pele do jovem.
- Nossa, mãe! Não é verdade, nada disso existiu. É conto de fada, invenção maluca, mil e uma noites. Um jovem de 15 ou 16 anos aceitava? Não era um regime totalitário de pais e escolas?
- Que eu saiba, não formou nenhum criminoso, neurótico, paranoico, desajustado social, suicida. Havia uma coisa que se chamava ordem, estudo, trabalho.
- Os tempos mudaram, mãe!
- Para a frente ou para trás? Para melhor ou pior? Em que colocação o Brasil está no mundo em matéria de educação? Já viu o índice?
- Não tenho tido tempo de ler jornais!
- Nem de ler jornais nem de ler nada, vocês não têm tempo, têm uma subvida, subqualidade intelectual. O que é dado a vocês para sair e ensinar? Zero, de zero, de zero, filha!
- E vocês, mãe, ganhavam bem?
- Ganhávamos, tínhamos casa, alguns até compravam carro, num tempo em que não havia fabricação de carros no Brasil. Era comum as pessoas passarem e comentarem, diante de uma casa de primeira: aqui mora o professor Jurandir, de português. Aqui mora a professora Cidinha Valério, de história. Aqui mora o professor Valter Mauro, de geografia.
- Vocês davam aulas num lugar só? Sobreviviam?
- Claro, num lugar só! Como ler, estudar, preparar aulas, fazer reuniões, sem ter tempo, com essa maluquice de hoje? Como pode um professor sair de uma aula, correr para outro colégio, em outro bairro, a quilômetros de distância, pegando ônibus, dar nova aula e voar para outra escola?
- Agora é assim, mãe. Fazer o quê? Não dá para ser saudosista, os tempos mudaram.
- Será que para melhor? O que significa melhor?
- A senhora já disse isso!
- Disse, vou dizer. Vocês é que não dizem, não questionam, não interpelam, não exigem, só obedecem.
- O que podemos fazer?
- Resistir, filha, resistir!
Cleide tinha todas as manhãs a mesma conversa com a mãe. Resistir. O que ela queria dizer? O tempo deixou de existir para os professores públicos, ela pensava. Por que ainda queremos dar aulas? O que nos leva a isso? Que sonho maluco! Ou seria uma maldição? Um carma? Cruz que se leva na vida? Um sonho que bate de encontro a uma pedreira, a um muro de concreto, a uma rocha. Quantas vezes vi meu namorado esta semana? Ele também dá aulas. Quando vai, venho, quando ele vem, vou. Outro dia, nossos ônibus se cruzaram, ele me viu, abanou a mão. Isso foi carinho. Não sei o que fazer sozinha. Um professor ganha menos de um centésimo de um deputado, senador, vereador e eles nem vão às sessões. Uma cambada! É muita política, politicagem misturada, tudo virou politicagem, a gente vive atordoada, eu me sinto usada, manipulada. Mas agora, parece que vai mudar. Este chamado hoje, vai ver decidiram modificar as coisas. Está todo mundo animado, lá fora a fila de professores dá 20 voltas no quarteirão, há tanta esperança. Estudei, li, vim preparada. Que perguntas vão me fazer? Matemática, história, geografia, gramática, filosofia, lógica, informática? O quê? Hoje é o início de renovação, foi dito pelo líder dos sindicatos, da associação de mestres, de todas as organizações.
- Está pronta, senhorita?
- Estou. Pode perguntar.
- Antes de perguntar, vamos até aquele canto comigo.
- Até o canto?
Cleide foi, pensando: o que será? No canto havia uma balança. O interlocutor governamental pediu a ela que subisse. Cleide desentendeu, mas subiu, uma luz vermelha acendeu, uma sirene começou a tocar, ela se assustou, o homem olhou os números.
- Pode descer! Ir embora!
- Como ir embora? Nem fui examinada.
- Foi. E foi desclassificada. Não ouviu o alarme? Olhe seu peso! A senhorita é gorda, é obesa. Veja quantos quilos! Como se atreve? Acha que pode dar aulas? O que pensa que nosso ensino é? Vai aguentar ficar de pé dando aulas? Não vai suar e transpirar? Não vai ter fome no meio da aula? Vai conseguir subir uma escada? E se tiver um ataque cardíaco? Será que não vai se aproveitar da merenda dos meninos e dos jovens? Não vai perder a respiração? Romper um aneurisma, ter uma pancreatite, uma cirrose, um edema?
Intimamente, o examinador pensava, sem poder dizer, porque poderia ser processado: "Baleia, leitoa pururuca, toicinho, banha, sebácea, adiposa, acha que ser professora é o quê?"
Cleide saiu atordoada. Na rua, perdeu a direção, não acreditava. Chorou. Na sala, o examinador chamou: "A próxima". A jovem entrou e foi encaminhada à balança.
domingo, 9 de janeiro de 2011
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Amar quase o tempo todo; às vezes muito, às vezes delicadamente...
Por certo, este ato de desejar aos outros um DIA FELIZ e de recebermos vibrações desta ordem é que aumenta a chance de, realmente, termos uma grande noite, um grande dia... Claro que tem gente que vê esta época com tristeza, com indiferença... Mas pensemos nesta variável depois...
Hoje, por sorte encontrei, no blog do Nassif uns videozinhos de TODO SENTIMENTO - letra já antiga, na qual nunca havia prestado atenção.
Caiu bem para a data! Nos últimos dias - talvez por influência desta importância maior que o calendário ganha nesta época do ano - eu vinha pensando nesta coisa esquisita que são os tempos dos contatos humanos. Pode ser algo rápido e de algum modo superficial, como uma percepção única de alguém numa viagenzinha de metrô ou um encontro de décadas - e pode ser algo mais presente, gente que percorre conosco boa parte da vida, mais ou menos profundamente.
E vai lá o Chico tentar explicar...
Gostava de um jeito simplesmente "porque era ela e porque era eu." E, em sentido contrário, modifica-se o jeito de gostar quando a pessoa já não é mais aquela ou quando aquele já não sou mais eu.
Trata-se de uma evolução...
Sorte daqueles que amam até o tempo da delicadeza seus mais verdadeiros e profundos amores! Tenham eles a duração de um instante, de uma vida ou até mais do que isso...:-)...
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
MANDRIVA EM UM MILHÃO E MEIO DE COMPUTADORES NAS ESCOLAS PÚBLICAS BRASILEIRAS
http://br-linux.org/2010/mandriva-e-classmate-pc-vao-ser-adotados-pelo-mec-nas-escolas-brasileiras/
Deixei ali uns pitacos, que tomo a liberdade de compartilhar com os caríssimos que visitam este nosso espaço virtual.
"NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS, o Linux teve uma oportunidade tão grande. Mas agora é a hora de exercermos nosso voluntariado. Talvez seja o caso de nos colocarmos à disposição do pessoal da APROFEM, do SINPEEM e da APEOESP (em São Paulo) e equivalentes em outros estados, de pedirmos publicações de matérias em jornais impressos e nos “sites”, destacando que o MANDRIVA ou qualquer outra distribuição Linux faz tudo aquilo e mais um pouco do que o aluno precisa. É a hora de explicarmos até a possibilidade de a maquininha trabalhar com mais de um sistema, de indicarmos o FÓRUM DA COMUNIDADE e os ricos materiais produzidos por seus membros mais ativos (manuais, jogos, etc). E hora salientarmos que, não por acaso, o STF, a RECEITA FEDERAL, o Banco do Brasil e tantas outras instituições públicas e também privadas tem adotado o padrão de software livre / aberto. É o momento de focarmos nossas atenções no corpo discente e especialmente ao corpo docente, para que todos saibam o que representa esta implantação em massa, em termos de liberdade, de economia…
(Quanto o povo teria economizado, se cada um dos milhões de computadores domésticos, vendidos em nosso país viesse só com o Linux, se não fosse necessário comprar "pacote de escritório" e outros com equivalentes gratuitos?)
Talvez seja ainda o momento de colocar os alunos em contato com as possibilidades de ter o domínio de suas próprias máquinas, de um primeiro contato com linguagens de programação; enfim, com um mundo novo e mais livre. Sei que pode parecer um pouco de idealismo utópico de minha parte, mas se acredito no trabalho coletivo e comunitário não dá para ser de outro jeito."
Também mandei o mesmo comentário ao blog do Nassif, que tem uma parte dedicada ao software livre: http://www.brasilianasorg.com.br/tematicas/software-livre .
Em tempo:
O Bradesco apoia uma ESCOLA VIRTUAL (http://www.ev.org.br), patrocinada também pela M$.
Falta quanto para virarmos também esta mesa?
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Positivo, vítima do quê?
Eis algumas das matérias publicadas, pela INFO OnLine, Estado e CBN, sobre o assunto. (basta clicar nos links, para ler cada uma delas)
Particularmente gostei bastante da variedade dos comentários dos leitores da INFO OnLine, que estão logo após a notícia.
O que talvez tenha faltado dizer é que esta empresa não tem gerado tantas reclamações nos últimos quatro meses, por exemplo, quanto gerava nos últimos dois anos.
Importante também registrar que a tendência inversa foi seguida por seus concorrentes diretos; no caso, a Dell e a HP.
Fiz uma pesquisa no Sistema Nacional de Informações ao Consumidor (SINDEC) e obtive os seguintes quadros:
POSITIVO:
- fevereiro de 2009 a outubro de 2010 , (média de 93 notificações / mês);
- julho a outbro de 2010 , (média de 46 notificações / mês);
Dell:
- fevereiro de 2009 a outubro de 2010 , (média de 19 notificações / mês);
- julho a outubro de 2010 , (média de 32 notificações / mês);
HP:
- fevereiro de 2009 a outubro de 2010 , (média de 35 notificações / mês);
- julho a outbro de 2010 , (média de 44 notificações / mês);
Observação: chamamos aqui de "notificações" aquilo a que o SINDEC se refere como CIP (Cartas de Informações Preliminares).
sábado, 27 de novembro de 2010
TARIFAS DE CARTÃO DE CRÉDITO - padronização instituída nesta semana.
No entanto, perdeu a preciosa oportunidade de proibir a cobrança de anuidade. Não levou em conta que o sistema é perfeitamente mantido por aquilo que a chamada indústria dos cartões lucra, até abusivamente*, com a comercialização dos produtos ou serviços, feita com este meio de pagamento, e com a enorme receita obtida com financiamentos. Tanto isso é verdade que, muitas vezes são as próprias empresas de cartões de crédito que oferecem isenção da anuidade, especialmente quando o consumidor fala em cancelar a conta.
O BACEN deveria também ter proibido a inserção de cláusulas, em contratos com as administradoras e os demais fornecedores, que estipulem o preço igual para o pagamento feito em dinheiro ou com cartão.
Sabemos do risco que poderiam correr os consumidores, se houvesse a libração dos preços diferenciados: a majoração do preço da mercadoria ou do serviço, para pagamento com cartão, além daquilo que é repassado à administradora.
Mas entendo que este problema seria equacionado com punição exemplar ao fornecedor de produto ou serviço que cobrasse do consumidor mais do que lhe custa a transação com cartão. Exemplo: ficar "n" meses sem trabalhar com cartão de crédito como meio de pagamento, além de multa.
Neste cenário, seria útil instituir a obrigatoriedade de menção em cada transação com cartão de crédito da nota fiscal correspondente ao respectivo produto ou serviço envolvido.
Deixo a seguir o link com a matéria do IDEC, que cita a resolução do BACEN e as cinco tarifas padronizadas:
http://www.idec.org.br/emacao.asp?id=2525
É bom ler a íntegra da resolução 3919/10, pois ali estão os prazos para a adaptação dos cartões ao novo sistema:
http://www.bcb.gov.br/?ESPECIALNOR
Discordo também da possibilidade de cobrança para pagamento de contas no cartão (água, luz, telefone, etc), aprovada pelo BACEN. Até 1,99% do valor de cada conta!
Sabe-se que as concessionárias repassam a quem recebe tais contas (casas lotéricas, agências bancárias ou lojas) determinado valor. Caberia, pois, às mesmas concessionárias repassar o pagamento pelo serviço de recebimento de valores à indústria do cartão. Nada mais!
Por outro lado, sabe-se que nenhum banco cobra valor algum do cliente que efetua pagamento de contas em seus caixas (eletrônicos ou convencionais) e nem mesmo por débito automático de contas. Pelo contrário, os bancos incentivam os clientes a deixarem o pagamento de contas em débito automático, até porque, além de lucrarem os centavinhos, que lhes são repassado pelo serviço de recebimento, ainda ficam com menos filas em seus caixas! Conferiu-se, pois, à indústria do cartão um inexplicável privilégio particular.
E ainda ficaram de fora da regulamentação dois itens importantíssimos: a limitação dos juros e a oferta de condições especiais para parcelamento de débito.
O primeiro já tem um precedente de sucesso, que é o empréstimo consignado (naquele tipo de contrato, a farra foi um tanto minorada, depois do tabelamento da taxa máxima). E o segundo também; no caso de energia elétrica, a Lei 12212/10 determinou e a ANEEL regulamentou o parcelamento de débitos para pessoas de baixa renda.
Só uma normatização muito mais ousada coibiria efetivamente os abusos e diminuiria significativamente a causa dos conflitos.
De todo modo, não podemos negar que a padronização e a limitação de tarifas caracteriza algum avanço.
E resta ainda acreditar que os consumidores continuarão fazendo sua parte: repudiar toda prática abusiva deste segmento, independentemente deste novo regramento; dentre as cinco tarifas instituídas, duas aqui estamos a repudiar, com fundamento.
Em tempo:
1) quando afirmamos que a indústria dos cartões lucra abusivamente, faço isto baseado no próprio "Relatório sobre a Indústria de Cartões de Pagamentos", publicado em maio de 2010. Verdadeira aula sobre o segmento, nos mostra a "análise do lucro", a partir da pág. 131; e, na página 134, o seguinte enunciado:
"Ao comparar os indicadores ROE das credenciadoras Redecard e Visanet, percebe-se que as rentabilidades estão, bem acima daquela verificada em atividades com características de risco empresarial assemelhadas, isto é, que a rentabilidade
ficou acima do limite superior do lucro justo, exceto Visanet em 2003 e 2004.
" (grifo nosso)
2) não tenho, nunca tive e nem recomendo a utilização de cartão de crédito!
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Para quem tem medo da pressão...
“Eu andei este país, de norte a sul, de leste a oeste...
… tem um fato, que quando a gente é candidato,
e que está sob pressão...que é.. um verdadeiro abraço de mãe...
quando você desce, no aeroporto você vê lá...
...primeiro a bandeira, depois a camiseta... e depois, uma imensa solidariedade”
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
AMIGOS, PÓS MUNDO VIRTUAL...
Basta clicar e ler a íntegra:
OS AMIGOS, OS AMIGOS DOS AMIGOS E OS CONHECIDOS
Quantas redes sociais temos?
- família;
- trabalho;
- estudo;
- gente cada um dos antigos grupos dos quais fizemos parte;
Com quem temos “laços fortes”?
Com quantas pessoas temos “relações tênues”?
Claro, muita gente de nossa afinidade não é “digitalmente incluída”. Só estes ainda tem a desculpa de não nos enviarem mensagem de correio eletrônico, nem falar conosco em um mensageiro eletrônico. “Talvez só telefonem...”.
Claro que uma relação tênue de hoje pode passar a ser mais forte amanhã, e o que é uma relação muito forte hoje também pode ficar menos.
Mas estas novas formas de comunicação, com possibilidades tão amplificadas, e a leitura deste artigo deixa outro ponto vir à tona. Se não há “tantos amigos assim”, muito menos de laços fortes, a ninguém mais enganamos, além de nós mesmos quando abandonamos aqueles a quem um dia chamamos de amigos.
Um dos pressupostos da amizade é a atenção recíproca e até prioritária e com relativa frequência.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
#VotoSerraPq
NESTE PRÓXIMO VÍDEO:
"Eu voto Serra porque...(pausa breve) Não, véio! nem de brincadeira!...:-)..." (é a melhor!)
E aqui, bem no finalzinho, algo um tanto menos caricato...
terça-feira, 26 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
Mais um lixo de reportagem
Estatais ampliam quadro em 30% no governo Lula
É preciso, antes de tudo, ter em mente que as 118 empresas "controladas pelo Tesouro", como diz a reportagem, foram assumidas após um governo especialista em terceirização, "estagiarização" e sucateamento de empresas e do serviço público.
Resumiu a "fala do outro lado" à seguinte frase: Para seus defensores, o aumento reforça o Estado e é fruto do crescimento econômico e da substituição de terceirizados.
"Esqueceu" de aprofundar o que motivou a substituição dos terceirizados, não tocou no assunto de estagiários... nada falou sobre como estava e como ficou o serviço público antes e depois das contratações.
Como era, por exemplo, o atendimento no INSS no governo FHC e como passou a ser no governo Lula?
Quantas universidades federais foram inauguradas no Governo Lula?
Quantas escolas técnicas?
Para ter um mínimo grau de confiabilidade, deveria haver um aprofundamento das razões que levaram cada uma das citadas 118 empresas a contratar.
Seria por falta de concurso há muito tempo?
As contratações trouxeram melhor atendimento à população?
Qualquer governante decente teria que contratar servidores - não só pela expansão da própria economia - mas por ter recebido a herança maldita de um governo que deixou de realizar concursos por anos e anos, que não costuma realizar concursos com número de vagas de acordo com a necessidade.
Um bom exemplo é o caso dos professores em São Paulo. Estão em condição precária 100 mil professores, mas no último concurso foram anunciadas apenas 10 mil vagas.
(A propósito, temos um artigo de Gabriel Perissé, que aborda também a forma "carinhosa" com que a categoria dos professores é tratada aqui em São Paulo: DIA DE PROFESSOR EM ÉPOCA DE ELEIÇÃO)
Ou seja, talvez 30% no aumento tenha sido até pouco.
Outros aspectos que poderiam ter sido mencionados na reportagem é que os salários dos 112 mil funcionários melhoraram a vida das famílias destas pessoas, retiraram gente do desemprego ou liberaram as vagas correspondentes aos empregos anteriores que elas ocupavam (empregos públicos ou privados). E, evidentemente, os milhões de reais pagos anualmente a estes funcionários retornaram para a economia, gerando ainda mais empregos, lucro, desenvolvimento... E parte do produto desta dinamização retornou também para o próprio Estado, em forma de impostos, que geram mais e melhores serviços públicos, em um círculo virtuoso.
Esta é uma das grande diferenças entre um governo do PT e do PSDB.
Pena que a grande mídia coloque no destaque uma visão tão distorcida.
E, como se não bastasse a cobertura rasa e tendenciosa, a reportagem ainda joga um outro assunto, que nada tem a ver - a troca de mensagens políticas pelos "e mails" corporativos da Petrobrás.
E claro que diante desta ligação, o leitor menos crítico ficaria a imaginar que as pessoas foram contratadas para não fazer nada ou para se dedicar à campanha política.
Aqui mais dois graves problemas.
Primeiramente, correio eletrônico é apenas mais uma forma de comunicação. E não é de todo incomum que funcionários troquem impressões políticas, no horário de trabalho.
Notem que não estamos aqui a fazer juízo de valor nem a justificar a postura - apenas lançando a constatação de que as pessoas trocam ideias sobre a política no horário de serviço.
E claro que isto não ocorre com um ou outro funcionário só na Petrobrás.
Será que nunca ocorreu em "e mail" corporativo de nenhuma empresa privada?
Devemos continuar a construir imagens de todo um corpo funcional pelo ato de um ou outro funcionário?
E os atos praticados em uma estatal devem ter mais destaque do que os praticados em empresas privadas?
Questiono: e se isto ocorre em uma emissora de TV privada?
Trata-se de uma concessionária, também indiretamente sustentada pelo preço da publicidade - no fim das contas, por todo o povo.
Seria isenta a reportagem se abordasse a circulação de correios eletrônicos com mensagem política em todas as empresas, públicas e privadas, com mais profundidade.
Do contrário, perpetua-se o estigma, baseado em falsos argumentos.
Afeta-se a IMAGEM de uma categoria, perante o povo.
Talvez por isso Zé Dirceu tenha alertado, no vídeo que você pode assistir (clicando aqui), para o fato de que o direito de imagem tá na Constituição igualzinho ao direito de liberdade.
domingo, 10 de outubro de 2010
AOS MARINEIROS...
Marina,... você se pintou?
Maurício Abdalla *
Adital -
"Marina, morena Marina, você se pintou" - diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o "grito da Terra e o grito dos pobres", como diz Leonardo.
Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?
Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação. A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as "famiglias" que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão dixit: Serra deve ser eleito.
Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas "os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz". Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.
Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. "Azul tucano". Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.
Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a "vitória da Marina". Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.
"Marina, você faça tudo, mas faça o favor": não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você "tanto faz". Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem "esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele".
Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas, Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. "Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu".
* Professor de filosofia da UFES, autor de Iara e a Arca da Filosofia (Mercuryo Jovem), dentre outros
sábado, 9 de outubro de 2010
TENTANDO LIMPAR...
Começou o segundo turno para eleição da presidenta do Brasil e com ele volto a receber mensagens no padrão que tem sido utilizado por alguns que estão "do outro lado".
A própria Dilma, no horário eleitoral, salientou:
"Estou sofrendo na pele uma das campanhas mais caluniosas que o Brasil já assistiu, mas, igual ao presidente Lula, que também foi vítima de calúnias, não me afastarei do rumo certo."
Entendo como deve ser difícil fazer oposição sem dicurso, mas não consigo acreditar que a baixaria chegue no ponto que tem atingido, por exemplo, minha caixa de "e mails".
Trata-se de um texto que começa falando em "valores". Sobre isso, acho importante, como aquecimento, compreendermos a mensagem trazida no filme "A DÚVIDA" (se quiser assistir, clique aqui) - sobre a maledicência.
Que tal valores cristãos? Um pouqinho mais de compromisso com a verdade...
O texto chegou com o título CANDIDATURA DILMA NO CANADÁ (quem quiser ler clique aqui)
De qualquer forma, aproveito para fazer um exercício de vermelho e azul, tipo adotado por Reinaldo Azevedo – ferrenho defensor do candidato de oposição.
Procuramos desarmar praticamente todas as armadilhas nele contidas! Quem quiser ler nossa contra argumentação clique aqui!
E quem entender conveniente, fique à vontade para repassar..:-)...
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
MENTIRA PODE DIZER À VONTADE... VERDADE, SÓ ATÉ O PONTO QUE CONVÉM!
Quando montei este blog, uma de minhas intenções era a de deixar de repassar “e mails”, muitas vezes inoportunos, aos colegas, parentes, amigos...
Coisas em que acredito, mas que podem incomodar uns e outros.
O blog é um espaço de visitação espontânea. Frequenta aqui quem quiser e ainda decide se vai perder 30 segundos ou mais alguns minutos.
No entanto, o desrespeito que circula pela internet é muito grande.
Um amigo tem a coragem de colocar como “assinatura” algo como "PT NÃO – ABORTO NÃO!"
E não pensem que trata-se de alguém que seria reputado como inculto, facilmente manipulável...Pelo contrário!
Acabo de lhe enviar o pronunciamento do festejado educador Chalita sobre esta questão.
(e registro que Chalita nunca foi dos meus preferidos – acho muito estranho alguém que nunca amassou o barro em uma sala de aula, cheia de alunos de verdade, ter propostas e sugestões aos professores...)
De qualquer forma, o vídeo é bem elucidativo (disponível AQUI).
Outro ponto que tem me causado muita indignação são os atos dos pregadores da liberdade, que nada tem a ver com o discurso.
Refiro-me à demissão de jornalistas ou articulistas das empresas de comunicação, justamente após terem simplesmente questionado algo "não conveniente" aos interesses dos controladores das empresas.
Temos dois casos recentes:
1) O DO JORNALISTA HERÓDOTO BARBEIRO
AQUI: http://www.cafenapolitica.com/wordpress/?p=1751
2) O DA PSICANALISTA MARIA RITA KHEL
AQUI: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=138840&id_secao=6
E AQUI TAMBÉM: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101002/not_imp618576,0.php
(ESTE TEXTO, DA MARIA RITA, É A PARTE REALMENTE INTERESSANTE DESTE MEU DESABAFO; QUEM PUDER, POR FAVOR, LEIA E REPASSE, CASO CONSIDERE CORRETO O IDEÁRIO NELE EXPRESSO)
Ainda neste mês teremos novo encontro com as urnas. Até lá, muita verdade será dita, mas muito boato também... Muitas vozes serão caladas e outras já estão sufocadas, graças às “punições exemplares” como as dos exemplos acima.
Pensemos bem!
domingo, 3 de outubro de 2010
CRÔNICAS
http://vidabreve.com/
Boa fonte para conhecer gente do nosso tempo, que pensa, expressa, atua...
E tem mais no grande mundo da hiperligação:
O “VIDA BREVE” é co editado pelo Rogério Pereira, que é responsável pelo “RASCUNHO”, que dentre muita coisa boa tem também outros “links indicados”, igualmente interessantes.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
DOMINGO É DIA!
Circula pela internet um “aconselhamento”, referente à eleição para o Senado, evidentemente, da lavra de gente que faz parte do grupo contra a candidatura do PT e da “base aliada” a este partido. (Clique aqui e leia quem quiser acessá-lo, seguido de algumas considerações)
Não vou me referir agora à eleição de Senadores ou Deputados, apesar de sua importância.
Reflito sobre a eleição dos chamados cargos majoritários (governador e presidente) e gostaria de lembrar que, embora haja uma série de possibilidades, estamos, de fato, diante decisões do tipo ISTO ou AQUILO.
Votarei no Búfalo, tentando ajudar levar a eleição em São Paulo para o segundo turno, mas não votaria em Plínio, já que se fizesse isto estaria apenas potencializando o risco de eventual eleição de Serra. E isso eu não quero. Fiz minha soma particular de tudo o que é bom e ruim nas candidaturas e cheguei à particular conclusão de que levar para o Brasil o modus operandi do PSDB e base aliada deste partido seria um retrocesso.
Claro que muitos (talvez até a maioria dos paulistas) também não gostariam do modus operandi do PT e de sua base aqui em São Paulo.
Domingo, os calculozinhos que cada brasileiro está fazendo, com suas pitadas particulares analíticas e intuitivas, somados e bem ponderados, levarão aos resultados.
Se Serra ganhar, se Geraldo ganhar, a vida continua, democraticamente... por determinada linha. Da mesma forma, se os adversários destes candidatos ganharem, ela também continua... em outra macro direção. Colheremos os frutos até a próxima eleição para expressar: quero isso, não quero aquilo e ao final acatar a decisão da maioria, colhendo novos frutos por mais um bom período.
O que muito me intriga nisto tudo é a postura dos dissidentes. Refiro-me aqui justamente à Marina, ao Plínio e até mesmo à Erundina (e esta última receberá meu voto!).
Dissidentes são assim: Estão em um partido, mas não conseguem se colocar, de forma a mudar o partido, do jeito que gostariam. Então mudam de partido, muitas vezes envolvidos pelo canto da sereia, seduzidos pelo problema da grama do vizinho, que normalmente parece mais verde...:-)...
Só que, chegando lá, encontram só mais realidade. Seres humanos, corrupção, novos conflitos com ideais construídos por décadas, necessidade de sopesar valores...No caso de Erundina, percebo já um certo retorno.
E ainda não consigo imaginar que Marina, caso não vá para o segundo turno (e acredito que não irá!), tenha a coragem de apoiar Serra.
Sim, porque ela detesta a corrupção, adora o verde, mas também deve saber corrupção pode estar em todos os partidos – não raro, na sala ao lado – deve ser contra o jeito tucano de não tratar tão bem assim os servidores e consequentemente o serviço público, deve discordar da venda do que é do país, dentre outros problemas desta monta.
Talvez, se Marina não for para o segundo turno, possa fazer como Heloísa Helena... (Lembram dela?); deixar a cargo de cada um de seus eleitores a escolha.
A procura da “pureza” também ocorreu quando do desmembramento de uma ala do PMDB, para criação do PSDB. Mas, o que será do PSDB, a partir de 2011? Até Eliane Catanhede faz esta pergunta, hoje...
Tendo a pensar que antes de “discordar radicalmente” e “pedir para sair” e de simplesmente “não fazer parte” os supostamente “sem estômago para a sujeira" pudessem ter feito melhor papel se tivessem seguido o provérbio chinês: “Se você quer manter limpa a sua cidade, comece varrendo diante de sua casa.”
E que Deus nos ilumine, como tem feito desde sempre...
Para eventual reflexão dos interessados, sugiro ainda dois textos e um vídeo:
TEXTO 1:
http://blogln.ning.com/forum/topics/pvpsdb-marina-fantoche-de
TEXTO 2:
VÍDEO:
http://www.youtube.com/watch?v=Ig9pE6qwzxw
(TEM 9 MINUTOS, mas mostra o jeito como UNS e OUTROS - ISTO OU AQUILO - enxergavam a "crise", faziam prognósticos e apontavam rumos para sair dela)
P.S.: Em 2 de outubro, me deparei com este texto, de Reinaldo Azevedo:
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/sem-marina-pv-deve-anunciar-apoio-a-serra/
Seria muito interessante que ficasse bem claro para o povão, que vai votar na Marina, que o PV e o PSDB tem relações próximas demais...
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Realmente, é de dar nojo...
Eis o que encontro ali:
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/tribunal-militar-nega-liminar-para-abrir-processo-de-dilma/
E, como faço também frequentemente, deixei lá meu comentário.
O "dono" do blog nunca publica meus comentários.
Trago então para cá o que coloquei lá, como que fazendo uma catarse...
Dilma tem 60 anos. Vamos trabalhar com a hipótese de que ela tenha feito algo de ruim, no passado. Não fez... quem fazia o pior Reinaldo Azevedo deve saber quem era ... ou não... talvez acredite que tenhamos vivido uma "DITABRANDA"...
Mas, mesmo que estivéssemos diante de relatos de crimes, ocorridos há tanto tempo, eles estariam PRESCRITOS. Não poderiam ser usados para tentar ESTIGMATIZAR alguém, depois de tanto tempo.
É o vale tudo, o jogo sujo, que dá bem a medida do valor de quem o pratica. Gente que precisa mesmo de redenção...
Sempre ouvi dizer que o próprio direito penal busca a liberdade para o inocente e a pena justa para o culpado. A tentativa de quem quer que seja de macular o nome de uma pessoa por conta do que acham que ela pode ter feito há mais de 30 anos, agora na época da eleição, e com isso tentar alterar o pensamento do povão é algo evidentemente condenável - baixaria...
terça-feira, 14 de setembro de 2010
"COMPROMISSOS" DOS CANDIDATOS EM SÃO PAULO...
(SALÁRIOS, CARREIRAS...)
Até que ponto os candidatos estão dispostos a assumir bons compromissos?
É preciso ter claramente, antes, qual seria o compromisso?
Funcionários do PROCON estão em estado de greve, pleiteando a aprovação do plano de cargos e carreiras, com reajuste de ao menos 20% nos salários e solução para um impasse sobre a evolução, a partir do primeiro nível da carreira.
Penso, então, em exemplos de compromisso: O PSDB assume, na propaganda eleitoral, que vai construir 40Km de metrô em São Paulo; o PT, diz que fará 30.
Aí a gente lembra do “FURA FILA”. Quantas gestões...
E que quando o assunto é valorização de categorias e aumento de salários, o pessoal tergiversa bastante...
É possível notar, neste discurso, de um dos candidatos, que ele não diz quanto pretende dar de aumento para os delegados; diz que “vai aumentar” e que “o salário médio é razoável...”.
(Convenhamos que só por conta do risco é bastante baixo.)
Curiosamente, o candidato não menciona qual o salário médio do soldado.
Sabemos, por exemplo, o salário médio do funcionário do PROCON, que está há treze anos labutando. Se no mesmo cargo, é praticamente igual ao de quem está há menos de dois anos! Resta clara a JUSTIÇA do pleito pela implantação do plano de carreira!
O candidato traz uma proposta para que os soldados possam ganhar mais R$1000,00, se trabalharem 8 dias a mais, segundo meus cálculos burros.
(Avaliei que um policial, para ganhar os R$2300,00, trabalha 15 vezes de 12 horas, no mês. A proposta do candidato é que ele trabalhe mais uns 8 dias - com jornada de 8 horas - ganhando o "bico oficial").
Ou seja, o soldado poderá ganhar R$1000,00, se concordar em trabalhar mais... com o respectivo acréscimo no tempo de exposição ao risco...
Claro que uma análise da proposta do Mercadante, talvez também não trouxesse efetivo compromisso com números robustos...
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Campanha de alto nível
E nunca tinha prestado atenção n' O Operário em Construção.
Tentando ser é justamente isso – uma construção.
Foi neste maravilhoso discurso que Lula me ensinou mais esta!
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Em que "posição" o Estado de São Paulo está, na área de educação?
Não sei bem ao certo qual posição São Paulo ocupa nem se há mesmo um "ranking" confiável.
No site do IDEB http://portalideb.inep.gov.br/ encontramos várias tabelinhas, inclusive por Unidade Federativa, com uma série de dados; escola pública, privada, total, etc.
Curiosamente, na grande mídia não costumam ser taxativos quanto à posição ocupada por nosso estado em relação aos outros - especificamente quanto à qualidade do ensino.
O que tem é uma (tentativa de) justificativa, do Sr. Paulo Renato, dizendo que a verba por aluno, aqui, é muito menor do que em estados menos populosos.
Todavia, o que mais importa não é tanto o "ranking', mas saber que um bom contingente dos estudantes, ao saírem da última série do ensino fundamental e também da última do ensino médio não domina sequer a Língua Portuguesa em nível básico.
Pessoas que saem da escola nestas condições estão praticamente impedidas de ocuparem cargos públicos, já que o ingresso é por concurso, e também não tem muita chance nas empresas privadas.
Sem contar que, sem saberem fazer a "leitura do mundo" de uma forma menos superficial, estes jovens tem tudo para serem manipulados de todas as formas - no comércio, na política e em outros campos. Assim, ficam privados não apenas dos prazeres intelectuais, mas de tudo aquilo que a educação deveria propiciar, inclusive no campo da saúde, dos valores da comunidade, etc.
Em tempo: quanto aos valores da comunidade, não é certo que as ditas melhores escolas particulares consigam incutir em seus alunos!
E já que cheguei a citar até o blog de nosso atual Secretário da Educação, convém registrar também - só para começar - três probleminhas do anunciado programa de "valorização por mérito":
1) A arrecadação do Estado é limitada e a legislação prevê a parte que deve ser gasta em Educação. Assim, se boa parte dos professores forem agraciados com o "grande plano", de onde sairá o dinheiro para pagá-los?
2) A avaliação por mérito prevê a realização de provas e a obtenção de nota 8, do terceiro degrau em diante. No último concurso, só os melhores candidatos acertaram 75% da prova de 80 questões. Ou seja, se a prova fosse como a do concurso, quase ninguém atingiria o terceiro degrau!
3) O modelo prevê a possibilidade de, em uma mesma escola, um professor ganhar em torno de R$2.000,00 e outro quase quatro vezes isso, talvez, da mesma disciplina e com o mesmo tempo de casa. Será que as provinhas provam realmente alguma coisa? E, em caso afirmativo, teremos divisão significativa, tanto entre os colegas de carreira, como entre alunos "mais e menos sortudos"?
sábado, 14 de agosto de 2010
Dúvidas colocadas ao Jornal da Gazeta
Espero que ela responda.
"Ao longo do tempo, acho que este é a quarta mensagem que envio à TV GAZETA.
Nunca tiva um retorno, mas volto a escrever, crente que a emissora deva saber quando está causando má impressão.
Quem sabe desta vez...
Abordarei dois assuntos.
Comentário do Markun sobre horário eleitoral
Primeiramente, gostaria de saber se ele costuma votar sempre em uma mesma linha política, apoiando o PT. o PSDB ou outro partido. Pergunto isso porque, até ontem, era indicado pelo Governador Serra, para presidir a TV CULTURA, que anda em situação deplorável, segundo o noticiário.
E não sei se o Serra sempre indica jornalistas que não compartilham de seu ideário para estes cargos. Sei, por exemplo, que na campanha contra o fumo havia o médico Ubiratan, que já atuou no time da Marta – prevaleceu a questão téncnica. E a mesma Marta teve em seu time o Sayad, também em nome da questão técnica, sem juízo de valor se foi boa a escolha ou não.
É que para o comentarista do Jornal da Gazeta, os “três minutos” que a Dilma terá a mais do que Serra não terão tanta influência, porque muitos brasileiros desligam a TV !
Mas e os que não desligam? Não fazem mesmo diferença?
E o próprio Markun aponta que aquilo que mais mexe com o povo são as inserções “surpresa”, no meio da programação.
Faltou dizer o principal: que não são “apenas 3 minutos” de diferença. A Dilma tem mais de 10 minutos, e o Serra tem 7 e alguns segundos. Salvo erro em meus números burros, a Dilma tem 45% a mais de tempo do que o Serra, o que vale dizer que ele tem 68% do tempo dela.
Quanto às inserções, seguem a mesma linha, segundo a Lei Eleitoral, se não estou enganado – no máximo meia hora por dia, de 30 segundos a um minuto cada inserção. Não pode haver publicidade paga e o tempo disponível é proporcional ao que tem cada coligação.
Ou seja, Dilma terá também larga vantagem na quantidade e, consequentemente, no tempo das inserções. Isto, no caso específico, é muito bom para o Brasil. Pior seria se os tucanos estivessem nesta condição, no plano federal.
No plano estadual deve ocorrer o mesmo fenômeno, aqui em prol da situação PSDBista, mas não foi comentado.
Por que será?
Será que estou pedindo demais ou seria só uma abordagem menos rasa?
E, no mesmo dia, Markun apontava que algumas emissoras conseguem abater do IR parte do valor correspondente à propaganda eleitoral, reclamando que tal “benefício” não é concedido às Fundações.
Pergunto: as Fundações pagam imposto do mesmo jeito?
Como pretender abatimento de forma igual, se a cobrança é diferente?
Penso que isso ele também deveria ter explicado.
Do jeito que foi feito, a reportagem serviu apenas para levantar dúvidas, sobre sua própria qualidade - para dizer o mínimo, sem tocar na intenção do discurso.
Os alunos professores
(monitores, que regem aulas...:-)..
Como se não bastasse o deslize da quinta-feira, ontem foi a vez da própria Maria Lydia expressar um “por que não?” à esdrúxula ideia do Governo de São Paulo, de dar cinquentinha para que cada um dos alunos, das primeiras séries do Ciclo II, do ensino fundamental, com maiores dificuldades participem de aulas de reforço, ministradas pelos alunos mais velhos (do ensino médio).- projeto que custará 600 mil reais.
Veja que a própria legislação, que admite a progressão continuada, confere também direito de acompanhamento especial ao aluno que dele necessite.
Mas parece que é ir um pouco além da intenção do legislador implantar um meio de não envolverem os professores nisso. Instituir um sistema de acompanhamento sem pagar nem um centavo aos professores!
Não digo tanto pelos 600 mil reais...
A questões centrais são:
- será que estamos realmente educando o cidadão do futuro, ao premiar com dinheiro o aluno a quem o Estado deve dar reforço?
- queremos alunos mercenários?
- o “prêmio” de R$50,00 é bom? para quantos é muito? para quantos é pouco? para quantos é a quantia ideal?
- quantos alunos irão “fazer de tudo” para participar das aulas de reforço?
É realmente curioso, para dizer o mínimo, notar que um estado que paga muito mal seus professores resolva entregar a atividade docente a gente sem formação específica nem pedagógica.
Mas, se a ideia é boa, que tal fazer isso na TV Gazeta, por exemplo?
Pegar a molecada da Cásper e botar prá fazer o jornal, no lugar do Markun!
É... “Por que não tentar?”
Aliás, outro dia ouvi, pelas escadarias do prédio, uma aluna da Cásper, dizendo que parte dos R$1000,00 que pagam de mensalidade vai para a TV.
Isso é verdade?
E dizia ela que, também por isso, a estrutura que a faculdade oferece aos alunos encontra-se muito aquém do esperado. talvez como a TV CULTURA*, até pouco tempo presidida pelo Markun, talvez como a Educação, no estado de São Paulo...
Nesta conjuntura, o que estão os alunos desta faculdade dizendo ao MEC?
Como está avaliada a faculdade pelo corpo discente? E pelo órgão federal, encarregado de fiscalizá-la?
Com a palavra, os experientes jornalistas... sobre ambos os assuntos..."
P.S.:
1) Ufa! Ainda bem que eu não VI O MUNDO sozinho!
2) Enriquecido com o material publicado em 23/08/2010*;
3) Felizmente, até segunda ordem, a ideia da Secretaria de Educação, neste blog criticada, foi abortada - dizem as autoridades que "ainda não está madura":
domingo, 1 de agosto de 2010
FACEBOOK e qualidade dos relacionamentos virtuais...
Minha caixinha de “e mail” vive praticamente abandonada, se eu descontar a publicidade e aquele monte de "correntes" que todo mundo recebe todo dia...
Temos os mensageiros instantâneos, gente interessante, mas sem tempo e/ou sem vontade de um diálogo mais próximo e dirigido...
Mais recentemente, recebi alguns convites para aderir ao FACEBOOK.
De gente conhecida, sim, estimada também, mas com quem não troco uma palavra há meses – seja por telefone, por “e- mail”, no mensageiro eletrônico e muito menos pessoalmente.
Então, não vejo muito sentido em aderir ao FACEBOOK, mais para ser um número na lista de supostos “amigos” destas pessoas.
Sem contar o velho problema – ao notar qualquer falta de atenção, acabamos ainda mais tristes. Talvez isso não aconteça com todo mundo; digo só por mim!
Por outro lado, eu mesmo tenho tido pouco tempo para ler, para escrever, para mim mesmo e para os entes queridos que realmente possam me levar em conta.
Logo, não teria como dar a merecida atenção a todos os meus "amigos" do FACEBOOK!
E, a propósito, em meio a este tipo de reflexões e a estes convitezinhos, encontrei no blog do Nassif um texto, nem tão relevante, mas cuja proposta é debater justamente sobre a qualidade dos relacionamentos virtuais; ou melhor, a falta dela!
Para quem quiser ler e eventualmente comentar, temos:
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Beto Veiga está preocupado com o mercado de ações...
Cita o que virá a ocorrer com as distribuidoras de energia...
E ainda sugere que tomemos por base os Estados Unidos.
(Guerras, nível de consumo não sustentável, quebradeira geral na economia...)
Tudo isto está neste "post": Você é capitalista?
Tentei responder à pergunta. E ainda arrisquei discorrer um pouquinho, sobre o que tenho lido e ouvido a respeito das tarifas de energia, dos "gatos", da Justiça e de um país melhor a ser alcançado.
Botei lá, no blog dele, mais menos o seguinte:
Poxa, Beto! Hoje voltei ao seu blog, para usar um “diálogo” que tivemos sobre “BANCO GOSTA É DE TUTU”. Achei muito respeitosa sua colocação, na época, e fiz questão de reproduzi-la, ontem, em uma postagem de meu blog…
Em outras visitas, apoiei totalmente suas colocações sobre aquele cálculo maluco, feito pelo BACEN, para quem antecipa mais de 12 parcelas em um financiamento, envolvendo SELIC – muito longe do entendimento do povão, da razoabilidade, da legalidade…
Mas agora vejo esta sua nova colocação e sou obrigado a discordar de novo.
Como você deve saber, as distribuidoras de energia (PRIVADAS), só tem lucratividade menor do que a dos bancos.
Provavelente você acompanhou o que ocorreu em Pernambuco, quando, aumentada a base de clientes ou o consumo, segundo a “fórmula vigente”, o reajuste da energia levaria o preço das tarifas para a lua. Foi aberta uma CPI e a ANEEL “mudou o critério”. Na verdade, a Agência apenas reescreveu o que estava explícito na letra e no espírito das leis. Acho que os pernambucanos nem chegaram a ser submetidos àquela pretensão surreal.
Segundo a regra, mal interpretada e mal aplicada, cada consumidor pagava um pouquinho, para cobrir a parte dos “encargos setoriais”. Estimada uma base de clientes / consumo, a empresa fazia o mero papel de arrecadadora do dinheiro para “cobrir os encargos”, embutindo tudo na tarifa. Ocorre que, como o aumento da base, muito mais clientes foram chamados a pagar a parcelinha de um custo que era fixo, tomada uma “base estimada” – sobrou dinheirão no caixa, as empresas ficaram “quietinhas” e a Agência “demorou a perceber”…
Assim o povo foi tungado, Beto!
Aqui, em Sampa, houve reajuste de 15%. Não sei se você chegou também a comentar no seu blog…
Agora, com a modificação da formula, parte da distorção foi eliminada, de forma que o aumento no consumo ou na base de clientes não deve continuar gerarando “enriquecimento ilícito” às companhias, por conta dos “encargos setoriais”.
Você está aparentemente preocupado com a desvalorização das ações deste tipo de empresa – mas é bom lembrar como foi construída a fortuna!
Só que há um passivo a ser resolvido. Sim, um esqueleto! Precisam devolver aquela graninha que ficou “a mais” e também é necessário fazer com que as tarifas voltem ao patamar correto. Sim, porque por anos e anos, o reajuste seria “x”, se bem apurado, mas colocavam “x+y”; no ano seguinte, “x+z” e assim por anos e anos. Precisamos “remover” todos estes “fatores não xiz” e deixar só os “xizes” de cada ano, de modo que as tarifas retornem aos patamares justos, "sem gordura artificial".
Quanto a evitar os ditos “gatos”, a solução adotada é realmente um subsídio bem maior, de forma que um contingente significativo da população (domicílios com renda de até meio salário mínimo per capita e esteja incluído no CADÚNICO) possa pagar a TARIFA SOCIAL, com condições especiais de parcelamento, em caso de atraso no pagamento das contas e corte só em último caso. Há uma nova Lei Federal sobre isso tudo (Lei 12212).
E quem pagará a conta?
Claro que nós todos, da classe media para cima, que felizmente não precisamos dos subsídios, pois temos nossos empregos, dente outras regalias, quando não somos empregadores…
E o que é preciso para baixar ainda mais a tarifa, para evitar os “gatos”, sem ferir a dignidade humana, mantendo a prestação do serviço essencial?
Tarifas módicas.
Para isto há quem diga que é necessário “baixar impostos”.
Mas o que precisamos é também baixar o lucro das empresas, caro Beto!
Sim, poirque pagamos a quinta maior tarifa de energia do mundo!
(Aliás, estamos sempre “na frente” quando o quesito é tarifa – de telefone, pedágio das estradas “à moda antiga”, etc)
E veja vocẽ que a mentalidade atual é discriminar na conta a parcela do imposto.
Que tal seria discriminar, na conta, a parcela do lucro?
E devemos, sim, sustentar a parte mais carente da população, a que estuda em escolas piores, que tem menos oportunidades, até para evitar maior tensão social.
Espero ter contribuído.
E que todos possamos largar esse discurso simplista de que “não podemos pagar o que outros usam de graça”.
Afinal, os mais pobres são os mais interessados em pagar, desde que a tarifa caiba no orçamento, desde que tenham emprego, desde que tenham condições, desde que haja JUSTIÇA…
Aliás, até na questão do emprego, as companhias de energia poderiam ajudar mais e melhor. Outro dia, foi a um evento, onde disseram que estão oferecendo oportunidades às pessoas, em cursos de pedreiro, no SENAI. Curiosamente, vi uma reportagem dizendo que faltam pedereiros… Até quando?
Que tal seria se contratassem o número de eletricistas que o sindicato diz ser necessário para realizar as atividades de rotina, já que sempre contratam menos do que o indicado?
Ou ao menos o número de homens compatível com o que é colocado nas “empresas de referência”, que são a base de formação das tarifas?
Tá aí um bom tema. Auditar o número de funcionários das distribuidoras e compará-los com as empresas de referência!
Veja que mundo melhor: o dinheiro do trabalho, irrigando a economia... as empresas de energia cumprindo plenamente sua função, que não é a de “ter o lucro pelo lucro”.
Particularmente creio que o melhor seria termos em todo o país empresas públicas como a CELESC, que não tem tanto lucro, nem tantas reclamações de consumidores...
Mas, como isto parece um tanto utópico para o momento, por ora espero que a Eletropaulo cumpra suas metas de redução de demanda com o PROCON e deixe de ser a terceira empresa com mais reclamações fundamentadas.
Ah… se sou capitalista? Talvez, mas inimigo do capitalismo selvagem, ainda reinante, neste país!
Abraço!
terça-feira, 22 de junho de 2010
Safadeza com os dias contados?
A matéria ilustra a decisão tomada e seus motivos:
http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2248634/para-sndc-aparelho-celular-e-produto-essencial
Realmente, imaginar que praticamente um quarto do que se processa nos atendimentos dos PROCON's de todo o país seja para limpar a sujeira deixada por menos de meia dúzia de empresas é algo deplorável.
Refiro-me, especialmente, à LG, NOKIA, Sony Ericsson e Samsung.
Não tanto à Motorola, que ao menos teve o cuidado de adotar gestão diferenciada, em 2009, a ponto de não ter índices tão vergonhosos como as outras.
E, na mesma esteira, estão outros fabricantes de eletro eletrônicos, que ainda não adotam as soluções previstas em lei.
E há que se considerar também a fatia de mercado, tomada por estas empresas.
Será que tem mais reclamações quem tem maior mercado?
Será que a Sony Ericsson vendeu mais do que as outras?
Ou é banana comendo macaco, como diria um amigo?
(Verdade que, depois da chacoalhada, a Sony Ericsson reverteu o processo - embora ainda tenha sempre a melhorar!)
Sinceramente, nem acho que um telefone celular seja algo "tão essencial", para todo mundo. Mas a reportagem deixa bem claro que é, de novo, para a parte mais carente da população - aquela não contemplada pelo milagre anunciado da privatização - que ainda não goza do serviço de telefonia adequado, muito menos a preço módico.
Celular, na minha cabeça, não é mais essencial do que geladeira ou fogão, por exemplo. E, se aceitamos chamar a assistência técnica para consertar fogão e geladeira, seria o caso de também concordarmos em levar os aparelhos para serem consertados.
Mas o que falta é bom senso. Razoabilidade.
As empresas que mais lesam, além de deixarem o sujeito sem o serviço, por mais de um mês, muitas vezes tem o descaramento de fazer o cidadão esperar mais de 30 dias, por uma resposta, além de outras dezenas de dias úteis, para efetiva devolução do valor, apesar da atuação do PROCON!
Isto sem contar aquele imenso número de alegações - no mínimo, duvidosas - de suposto "mau uso", do consumidor. O mesmo consumidor que não é adequadamente advertido sobre o que não deve fazer com o celular, e o mesmo que recebe, muitas vezes, produtos de má qualidade, às vezes danificados de fábrica ou nas próprias assistências técnicas...
Alguém já tentou se pautar nas instruções de manual de celular, mal escrito em letras minúsculas...
Imagine, então, como fica a orientação para a parte iletrada da população, para os completamente analfabetos, para os analfabetos funcionais, para os que não tem boa acuidade visual, etc, etc - apenas ainda no quesito INFORMAÇÃO. Sempre lembrando que aquilo que limita o direito deve ser colocado OSTENSIVAMENTE.
Não fosse o flagrante desrespeito à legislação - que determina a imediata restituição do valor pago pelo produto, em caso de vício de qualidade - em caso de falta de reparo do vício em 30 dias ou se for o bem essencial, não estaríamos na situação surreal que hoje nos encontramos.
Só falta as empresas acordarem.
Talvez deixar de lado a ideia de "auto regulamentação" - que não levará aonde é preciso - e focar a ação simplesmente em bem atender os consumidores em suas centrais de atendimento, de forma a poupar o aborrecimento dos cidadãos e de forma a deixar de abusar dos bancos de atendimento e dos canais de tratamento do Estado.
Lembro bem do que diz o Zé Paulo de Andrade, regularmente: EMPRESA SÉRIA NÃO DISCUTE - RESOLVE!
Afinal, não querem pagar menos impostos? E um Estado mais eficiente?
A eficiência tem que aparecer dos dois lados!
E, por incrível que pareça, em tempos de "banana comendo macaco", um sinalzinho positivo de princípio de mudança vem da Telefonica.
Vejam nesta matéria: TELEFONICA ASSUME COMPROMISSO INÉDITO COM O PROCON
1) Dizem que irão reduzir mais reclamações do que todas as outras - no mínimo 42% em relação aos números de 2009 (esperamos que seja bem mais - afinal, até quando teremos que tolerar a mesma empresa na liderança da lesão?)
2) O bom sinal é que, segundo dizem, o número de reclamações já caiu no próprio SAC da empresa, quase pela metade (o que não deixa de ser mais uma evidência de que faltava muita gestão e sobrava muita lesão)
Quero acreditar que a decisão do DPDC, a ser seguida pelos PROCONs, represente o que uma coleguinha bem ilustrou. Uma correção para a vara torta. Diz ela que, quando tá muito torta mesmo, é preciso uma força drástica, na direção contrária, prá ver se endireita...
A principal função social do banco não é "dar crédito"?
Cadastro secreto é ilegalO consumidor muitas vezes tem a concessão de crédito rejeitada pelo comércio e desconhece a razão, apesar de não ter o nome em cadastro de devedores.É um absurdo.E isto ocorre apesar de o Código de Defesa do Consumidor (CDC) no artigo 43 obrigar a prévia notificação sobre a existência do registro, e estipular que o consumidor deve ter acesso ao cadastro secreto de informações sobre ele. O site Espaço Vital (www. espacovital.com.br) mostra hoje o caso de uma consumidora gaúcha que obteve vitória na justiça para reparação por não ter conseguido um cartão da rede Zafari apesar de não ter restrição de crédito.Ainda cabe apelação no Processo nº 10902337819 junto ao TJRS. Trata-se de um banco de dados mantido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL), com diversas informações do consumidor, não importando se já tenha limpado seu nome, pagando tudo, ainda assim pode ter a concessão de crédito negada. É traçado um perfil do cliente por um cálculo, chegando-se à pontuação final da pessoa, que pode levar à sua rejeição pelo comércio.Sentença do juiz de Direito Mauro Caum Gonçalves - da 3ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre determinou a ilegalidade do cadastro e que a consumidora seja reparada pela CDL em R$ 20 mil. E a Companhia Zaffari Bourbon de Supermercados terá que pagar R$ 10 mil. Terão que ser disponibilizados todos os dados e informações sobre a consumidora, e dadas explicações claras e precisas sobre os critérios considerados para avaliá-la negativamente. A CDL também foi condenada a excluir os registros e cadastros em nome dela e a não fornecer informações desabonatórias sobre ela.Foi comunicado o Ministério Público, com cópia do processo, para eventuais providências.
Meu comentário era mais ou menos assim:
“Já ouvi muita gente reclamar sobre este tipo de recusa injustificada. Lembro-me até hoje, de uma pessoa super correta, que tinha a vida regrada e bom salário, mas que teve recusada a proposta do cartão Carrefour - sem declaração do motivo. Tenho certeza que as empresas montam suas próprias listinhas negras (baseada em "perfil", público alvo e sabe-se lá mais que tipo de critério...). Conservo, porém, a ingenuidade de acreditar que não tenham a coragem, a cara de pau, de trocar informações cadastrais... Gostaria de saber como foi materializado o compartilhamento de um banco de dados destes - algo criminoso. Penso que a única linha aceitável, no que diz respeito à concessão ou negativa de crédito, é dar ao consumidor informação objetiva sobre quais são os critérios para aprovação ou não da concessão - e que elas sejam JUSTAS. Caso contrário, no mínimo, podemos pensar em discriminação e recusa injustificada em prestar o serviço - tudo fora da lei!” - postado em 17 de junho, às 21h50min.
Pois hoje me deparo com um comentário, no mesmo blog, em nome de alguém com várias citações no Google - são tantos homônimos...
Só pode ser um homônimo! O comentário não teria sido escrito por quem estudou em faculdades renomadas e exerce cargo de Analista na Autarquia responsável por nada mais nada menos do que regrar e fiscalizar justamente as instituições financeiras.
Diz o seguinte aquele que postou no blog:
"Gente, em que mundo vocês estão? Crédito é uma relação privada. O banco decide se dá crédito ou não. Eu como pessoa física posso recusar empresatar dinheiro para alguém porque acho que não vou receber, independente de restrições cadastrais. Por que o banco não pode fazer o mesmo? Às vezes acho que a PRIOTESTE não tem o mínimo conhecimento de economia pra sair dizendo esse tipo de bobagens." (SIC)
Diante disso, não deu prá deixar de trazer para este espaço o que penso desta, digamos, "divergência de entendimento" - a ser revista, pelo bem da nação.
Em princípio, considero que a gente não vai muito longe, procurando desqualificar o discurso dos outros. Respeito em primeiro lugar. Ainda mais em se tratando do discurso da presidente da PROTESTE - instituição que, salvo melhor juízo, exerce ativamente seu papel no Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.
Claro que também posso discordar... da linguagem da Revista da PROTESTE e até do discurso da instituição. Mas há formas construtivas e outras não, até para discordar.
Mas as questões principais são:
Será que estamos diante apenas de uma “relação privada”, sobre a qual só vale a opinião de quem entende de Economia, de Direito e dos acadêmicos?
Ou o cerne da discussão é o interesse do povão? Aquela gente mais carente, que precisa tomar crédito - por vezes, para satisfazer necessidades prementes ou até aquelas que alimentam o sistema de capitalismo selvagem reinante...
Será que não estamos tratando de cidadania, da dignidade da pessoa humana, da função social dos contratos e de tudo o que prega a denominada Constituição Cidadã, de 1988?
No exemplo que citei, no blog da Maria Inês, quem recebeu a negativa do Cartão Carrefour, apenas riu bastante do posicionamento esdrúxulo do fornecedor. Putz! Já estou me contradizendo... Estou rotulando e desqualificando o Carrefour. Na verdade critico apenas a prática adotada naquele caso concreto. E a crítica é bem merecida. Então, pau no réu!
A negativa injustificada prejudica os cidadãos que pagam suas contas em dia e que precisam do crédito e tem a expectativa frustrada, sem justo motivo.
Claro que não estou a defender a concessão de limites de milhares de reais no cartão de todas as pessoas, até porque existe o princípio da razoabilidade, também a ser respeitado.
Quero acreditar que não foi um funcionário do BACEN que botou ali o comentário. Deve ter sido um homônimo... uma vez que ao menos os homens da Autarquia estão minimamente sensibilizados, a ponto de terem colocar limites nas relações de consumo, nos contratos de massa...
Sempre repito o "case" dos empréstimos consignados. No início, os bancos faziam tudo por telefone, cobravam dos velhinhos as taxas que bem entendiam (cadastro, juros e outras...) - o céu era o limite, nas “relações privadas”.
Pois até o quitandeiro da esquina da rua onde eu morava já proclamava , há mais de 20 anos: “deu moleza prá peão, o nego monta em cima!”.
E é isso. Onde o Estado não COAGE e não REGRA, a coisa fica feia!
Veio em boa hora a norma do BACEN, proibindo contratos por telefone, tarifas de cadastro, limitando juros, de forma que a lesão ficasse minimamente minorada. E ainda assim, a banca tem lucrado muito, emprestando aos mesmos velhinhos a mais de 30% (MAIS DE trinta por cento) ao ano! Sem dúvida, um grande negócio!
Outro exemplo de destaque, que a gente sempre repisa, é o das tarifas bancárias.
Verdade que ainda não acabou a farra a cobrança, verdade que os bancos continuam lucrando como “nunca na história deste país” (e veja que quem fala é alguém que sempre votou no Lula e que votará em Dilma!)... Neste campo, falta governo. E o mínimo consolo é que o BACEN ao menos definiu que o cidadão pode usar a conta só com os serviços essenciais,"sem pagar nada". Até porque, a cada transaçãozinha com um cartão de débito já estará enchendo a burra dos banqueiros, a cada continha debitada automaticamente estará sendo retirado um fulano dos guichês de caixa, etc.
Em suma, para mim, se o crédito é um serviço e o banqueiro é um fornecedor , a obrigação deste é dar crédito com responsabilidade, sem discriminar os clientes. E, neste sentido, deve estabelecer critérios justos de concessão e explicitá-los de forma transparente, sempre com informações claras, adequadas e precisas, como mandam a lei, a moral, os bons costumes, etc.
Posso ainda imaginar minha própria situação, se tiver de edir alguns milharezinhos de reais ao Banco do Brasil ou ao Santander, a título de empréstimo imobiliário. Tenho emprego, nunca deixei de pagar minhas dívidas. E até que me convençam do contrário claro está que nenhuma destas instituições pode negar o crédito, sem declinar o motivo. É é simplesmente isto que muitas pessoas, até estudadas, tidas como formadoras de opinião, estão tendo dificuldade para entender.
No mais, continuo a depositar esperança naqueles que , nas suas respectivas profissões, buscam melhorar a qualidade de vida de seus irmãos brasileiros, especialmente em relação àqueles com quem o país tem maior dívida social.
P.S.: Nesta mesma linha, do suposto direito que os bancos teriam de "escolher seus clientes" já cheguei a colocar comentário no blog do Beto Veiga. Para quem não sabe, trata-se de ex-funcionário do BACEN, que atualmente é Assessor Parlamentar concursado, na área de assuntos financeiros.
Talvez valha a pena visitar o que se discutia à época, com o fito de oxigenar ainda mais nossos cérebros, espíritos....
Aqui está o "post" da época:
(seguido de meu comentário e da "réplica" do próprio BETO)
http://www.betoveiga.com/log/index.php/2008/08/banco-quer-e-tutu/


